PalmeiraisPI
13.480 habitantes · IBGE 2207504
Resumo socioambiental
Palmeirais/PI apresenta quadro socioambiental preocupante, com deficiências estruturais no saneamento básico e trajetória crescente de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 55,3% em 2023, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (92,3%), com queda de 4,0% no último ano e trajetória de deterioração desde o pico de 69,9% em 2020. Mais grave é a perda de água, que saltou para 58,7% em 2023 — alta de 20,6% em um ano e mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e quase três vezes o valor de referência estadual (23,6%), indicando ineficiência crescente na gestão da rede de abastecimento.
O esgotamento sanitário revela o principal gargalo do município: apenas 48,4% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), enquanto 50,9% ainda possuem destinação inadequada, valor 3,4 vezes superior à mediana nacional (14,9%) e que posiciona o município no percentil 93 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Embora tenha havido melhora histórica desde 2010 (quando o destino inadequado chegava a 64,4%), o ritmo de avanço é insuficiente diante do padrão nacional e estadual (26,3%). Essa carência sanitária se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que somaram 7.485 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), com alta acumulada de 80,4% desde 2010.
As emissões totais de GEE do município atingiram 531.900 tCO₂e em 2024, valor quase quatro vezes superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Palmeirais no percentil 81 — entre os municípios mais emissores do país, embora distante da escala estadual. A série histórica é marcada por forte volatilidade, com picos em 2012, 2016 e 2023, sugerindo influência de fatores como mudanças no uso da terra. Chama atenção também o salto nas emissões de energia, que quase triplicaram em um único ano (de 7.560 para 15.757 tCO₂e, alta de 292,7%), rompendo uma década de estabilidade e merecendo investigação sobre suas causas.
Em síntese, o município combina baixa cobertura e alta perda de água, saneamento básico crítico e emissões crescentes, configurando um cenário que demanda investimento prioritário em infraestrutura hídrica e de esgotamento sanitário, com potencial de gerar ganhos simultâneos em saúde pública, eficiência de recursos e redução de emissões associadas a resíduos e energia.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
55.3%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
58.7%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
48.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
50.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
531.900 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.485 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
15.757 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
7
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
