PalmeirinaPE

7.154 habitantes · IBGE 2610103

IA

Resumo socioambiental

Palmeirina/PE apresenta um quadro socioambiental misto, com avanço expressivo no abastecimento de água, mas fragilidades importantes em perdas hídricas, manejo de resíduos e histórico de eventos climáticos extremos. A cobertura de água atingiu 88,3% em 2022, praticamente dobrando desde 2008 (+102,8%) e superando a mediana nacional (76,5%) e ficando próxima da UF (86,7%), posicionando o município no percentil 67. Entretanto, esse avanço é parcialmente comprometido pela perda de água na distribuição, que chegou a 62,3% em 2022 — bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,5%), colocando o município no percentil 94 (entre os piores do país). Ou seja, o município investiu em ampliar o acesso, mas perde grande parte do que capta, o que exige atenção prioritária em eficiência operacional do sistema.

No saneamento de resíduos sólidos, a situação é mais preocupante. A cobertura de coleta domiciliar caiu de 69,5% (2010) para 59,9% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (76,8%), no percentil 26. Consistentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 29,3% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (14,8%), posicionando Palmeirina no percentil 73 entre os piores. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor, que cresceram +17,1% desde 2010, alcançando 5.642 tCO₂e em 2024 — valor próximo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta justamente quando a coleta piora, sinalizando descarte inadequado como fonte crescente de emissões.

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 52.322 tCO₂e em 2024, com queda de -17,9% em relação a 2010, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 22. As emissões de energia também são baixas frente ao Brasil (1.625 tCO₂e, percentil 5), embora tenham crescido +17,6% no período. O maior alerta fica por conta dos eventos climáticos: o município registrou 3 ocorrências de cheia e 9 de seca em 2016, ambos muito acima da mediana nacional (zero em ambos os casos), posicionando Palmeirina nos percentis 93 e 85, respectivamente — indicativo de vulnerabilidade hídrica que reforça a urgência de reduzir as perdas no sistema de abastecimento.

Em síntese, Palmeirina avançou no acesso à água, mas enfrenta desafios estruturais em eficiência hídrica, coleta e destinação de resíduos, e exposição a eventos extremos de cheia e seca — fatores que, combinados, recomendam priorização de investimentos em redução de perdas na rede e expansão da coleta de resíduos como agenda socioambiental integrada.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.0%

2024

39
20.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

49.4%

2024

17
3.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.9%

2022

26
13.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.3%

2022

27
4.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

52.322 tCO₂e

2024

78
17.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.642 tCO₂e

2024

53
17.1% no período

Emissões de energia

SEEG

1.625 tCO₂e

2024

95
17.6% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

9

2016

15
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.