PalmitinhoRS

8.032 habitantes · IBGE 4313805

IA

Resumo socioambiental

Palmitinho/RS apresenta quadro socioambiental misto, com avanços em saneamento de água mas fragilidades persistentes em coleta de resíduos e destinação inadequada de dejetos. A cobertura de água atingiu 81,2% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e do percentil 62, embora ainda abaixo da média gaúcha (86,2%). Chama atenção, contudo, o índice de perda de água de 26,1% no mesmo ano — inferior à mediana nacional (29,1%), mas ainda expressivo, indicando que parte do esforço de ampliação da rede é comprometida por ineficiência na distribuição.

No eixo de resíduos sólidos, o município está aquém do padrão nacional: a coleta domiciliar alcançou apenas 67,7% em 2022, contra mediana de 76,9% e média estadual de 82,7% (percentil 36), enquanto a destinação inadequada de domicílios ficou em 21,9%, bem acima da mediana nacional (14,9%) e muito distante do referencial do RS (4,5%), posicionando o município no percentil 63 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna em coleta e destinação adequada ajuda a explicar a trajetória de alta nas emissões de resíduos, que cresceram 32,6% entre 2010 e 2024, atingindo 3.741 tCO₂e — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em rota de crescimento contínuo, ao contrário do padrão observado em outros indicadores.

Em emissões totais de GEE, Palmitinho apresentou 87.786 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 36), com queda relevante frente ao pico de 2021 (125.557 tCO₂e), mas ainda 5,5% acima do patamar de 2010. O destaque negativo fica por conta das emissões de energia, que saltaram 72,1% desde 2010, chegando a 11.734 tCO₂e em 2024 — mesmo assim inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros de eventos extremos de 2016 (3 cheias e 7 secas) posicionam o município em percentis altos (93 e 81, respectivamente) frente ao Brasil, sinalizando exposição a riscos hidroclimáticos que reforçam a necessidade de investimentos coordenados em infraestrutura hídrica e gestão de resíduos.

Em síntese, o município evoluiu positivamente na cobertura de água e reduziu significativamente a destinação inadequada de dejetos desde 2010 (de 39,0% para 21,9%), mas ainda enfrenta desafios estruturais em coleta de resíduos e eficiência da rede hídrica, que se refletem no crescimento constante das emissões de resíduos e energia — pontos prioritários para políticas públicas locais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.2%

2024

62
30.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

26.1%

2024

57
27.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.7%

2022

36
11.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.9%

2022

37
43.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

87.786 tCO₂e

2024

64
5.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.741 tCO₂e

2024

68
32.6% no período

Emissões de energia

SEEG

11.734 tCO₂e

2024

61
72.1% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.