PalmópolisMG

6.373 habitantes · IBGE 3146750

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Resumo socioambiental

Palmópolis/MG apresenta quadro socioambiental misto, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu 63,3% em 2022, com queda de -21,8% frente à série histórica, posicionando o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), no percentil 34. Mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2012 até 2022, enquanto a mediana nacional já alcança 37,7% e a de Minas Gerais, 44,5% — um dos indicadores mais preocupantes do dossiê. Em contraste, a coleta de esgoto evoluiu positivamente, chegando a 89,5% em 2020 (variação de +220,4% desde 2012), superando tanto a mediana nacional (87,8%) quanto a estadual (85,0%). Essa combinação revela um sistema que capta esgoto de forma satisfatória, mas não trata o que coleta, gerando risco potencial de contaminação de corpos hídricos.

A perda de água na distribuição, embora tenha oscilado ao longo dos anos, encontra-se em 17,4% (2022), com melhora de -21,8% em relação ao início da série, situando o município em posição favorável (percentil 18, abaixo da mediana nacional de 29,9% e da mineira de 35,0%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos domiciliares ainda afeta 20,6% dos domicílios em 2022 — recuo de -36,5% desde 2010, mas ainda acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima da média estadual (7,4%), no percentil 61. A coleta de resíduos domiciliares, em 77,1%, está próxima da mediana nacional (76,9%), porém distante do patamar mineiro (86,1%).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 155.802 tCO₂e em 2024, com redução expressiva de -50,2% desde 2010, embora ainda levemente acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, em 3.655 tCO₂e, mantêm-se estáveis e abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), condizentes com a ausência de tratamento de esgoto, que não gera metano relevante nesse cálculo, mas reforça o risco sanitário já mencionado. Já as emissões de energia cresceram +73,3% desde 2010, atingindo 3.884 tCO₂e em 2024, ainda assim bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando matriz energética municipal de baixa intensidade de carbono.

Quanto a eventos hídricos extremos, o município registrou 4 ocorrências de seca em 2016, acima da mediana nacional (0), e nenhum registro de cheia no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5,000, superior à mediana nacional (4,000) e à média estadual (3,694), no percentil 100 — sinal positivo para o planejamento hídrico de longo prazo, que deve ser acompanhado de investimentos efetivos em tratamento de esgoto e gestão de resíduos para consolidar ganhos ambientais já observados nas emissões e nas perdas de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

73.6%

2024

51
13.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

56.6%

2023

102.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

14.6%

2024

87
26.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.1%

2022

50
14.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.6%

2022

39
36.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

155.802 tCO₂e

2024

47
50.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.655 tCO₂e

2024

69
4.9% no período

Emissões de energia

SEEG

3.884 tCO₂e

2024

84
73.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.