PanamáGO

2.449 habitantes · IBGE 5216007

IA

Resumo socioambiental

Panamá/GO apresenta cobertura de água de 77,5% em 2024, com alta de 2,2 pontos percentuais no ano, resultado acima da mediana nacional (73,2%) e do percentil 57, mas ainda distante da média estadual goiana (88,8%). Esse avanço, contudo, é ofuscado pelo indicador de perda de água, que atingiu 38,1% em 2024 — patamar superior tanto à mediana nacional (29,1%) quanto à média de Goiás (25,3%), posicionando o município no percentil 68 (pior que a maioria). A série histórica mostra que essa perda vem de um salto expressivo desde 2020, quando saltou de patamares abaixo de 20% para acima de 30%, indicando possível deterioração da infraestrutura de distribuição que compromete a eficiência dos ganhos recentes de cobertura.

No saneamento de resíduos sólidos, 77,9% dos domicílios têm coleta (2022), levemente acima da mediana nacional (76,9%), mas abaixo da média estadual (89,7%). Já o destino inadequado de resíduos, embora tenha caído de 24,9% para 18,7% entre 2010 e 2022, ainda supera a mediana nacional (14,9%) e destoa fortemente do padrão goiano (5,5%), sinalizando que o município está atrás do restante do estado nessa dimensão. Essa fragilidade no manejo de resíduos não se traduz, porém, em emissões elevadas do setor: as emissões de resíduos (1.770 tCO₂e em 2024) são muito baixas frente à mediana nacional (6.191 tCO₂e), colocando Panamá no percentil 9, ou seja, entre os municípios com menor impacto relativo nessa categoria.

Quanto às emissões totais de GEE, o município registrou 123.581 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), após recuo expressivo frente ao pico de 180.528 tCO₂e em 2023. As emissões de energia, embora tenham crescido 116,2% desde 2010, permanecem em nível baixo (3.579 tCO₂e em 2024), bem inferior à mediana nacional (18.929 tCO₂e), situando o município no percentil 15. Os dados de eventos hidrológicos (ANA) são limitados a 2016, com ausência de registros de cheia e apenas 1 registro de seca, sem permitir avaliação de tendência recente.

Em síntese, Panamá/GO combina avanços moderados em cobertura de água e um perfil de emissões relativamente baixo em comparação nacional, mas enfrenta dois pontos de atenção prioritários: a alta perda de água na distribuição, que pode estar anulando parte dos ganhos de cobertura, e a persistência de destinação inadequada de resíduos acima da média nacional e muito acima do padrão estadual, sugerindo necessidade de investimento em manutenção de redes hídricas e em gestão de resíduos sólidos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.5%

2024

57
2.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.1%

2024

32

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.9%

2022

52
3.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.7%

2022

43
24.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

123.581 tCO₂e

2024

53
3.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.770 tCO₂e

2024

91
5.7% no período

Emissões de energia

SEEG

3.579 tCO₂e

2024

85
116.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.