PapanduvaSC

19.667 habitantes · IBGE 4212205

IA

Resumo socioambiental

Papanduva/SC apresenta um quadro socioambiental preocupante em saneamento básico, com sinais de melhora nas emissões totais de gases de efeito estufa. A cobertura de água atende apenas 52,2% dos domicílios em 2022, valor muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 22 do país — ou seja, entre os piores atendidos. Esse quadro é agravado pela perda de água de 41,5%, superior à mediana nacional (29,9%) e à UF (34,6%), indicando ineficiência relevante na distribuição, apesar da melhora acumulada desde 2009 (queda de 29,0% no período). É contraditório que o município perca quase metade da água tratada enquanto cobre pouco mais da metade dos domicílios, sugerindo que investimentos em redução de perdas poderiam ampliar a cobertura sem necessariamente exigir nova captação.

Em esgotamento sanitário, a coleta atinge 70,0% dos domicílios em 2022 (percentil 39, abaixo da mediana nacional de 76,9% e muito aquém dos 89,7% de Santa Catarina), mas o destino inadequado de dejetos ainda afeta 20,7% das residências — bem acima da mediana nacional (14,9%) e do restante do estado (3,2%), colocando o município no percentil 61 nacional para esse indicador negativo. Essa lacuna em saneamento se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 54,7% desde 2010, chegando a 6.762 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), reforçando a necessidade de ampliar tratamento de esgoto e destinação adequada de resíduos sólidos.

Do lado climático, as emissões totais de GEE caíram 41,2% entre 2010 e 2024, fechando em 229.710 tCO₂e — ainda assim, valor superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 64. As emissões de energia, por sua vez, mantiveram-se praticamente estáveis (-0,4%), em 81.017 tCO₂e, muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 78, indicando forte dependência de fontes emissoras no setor energético local. A capacidade de gestão de resíduos é limitada, com apenas 1 unidade de destinação registrada desde 2014, no limite da mediana nacional, mas distante da oferta estadual (58 unidades).

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição relevante a eventos extremos, com 8 ocorrências de cheia e 4 de seca, ambos no percentil mais alto entre os municípios comparados (100 e 72, respectivamente). Essa vulnerabilidade climática, somada às deficiências em cobertura de água e esgotamento sanitário, sugere que investimentos em infraestrutura hídrica devem ser tratados como prioridade integrada, associando resiliência a eventos extremos com metas de redução de perdas e ampliação do saneamento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.0%

2024

43
25.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

55.0%

2024

13
6.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.0%

2022

39
8.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.7%

2022

39
41.5% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2014

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

229.710 tCO₂e

2024

36
41.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.762 tCO₂e

2024

47
54.7% no período

Emissões de energia

SEEG

81.017 tCO₂e

2024

22
0.4% no período

Registros de cheia

ANA

8

2016

0
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.