PaquetáPI

3.878 habitantes · IBGE 2207553

IA

Resumo socioambiental

Paquetá/PI apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 16,7% em 2022, colocando o município no percentil 2 do país — ou seja, entre os piores do Brasil, distante da mediana nacional de 76,5% e também muito aquém do próprio Piauí (73,0%). Chama atenção que essa cobertura vinha crescendo desde 2015 (patamar de ~19-20%), mas recuou em 2022, revertendo parte do avanço registrado desde 2008 (11,7%). A perda de água na distribuição, de 46,3% (2022), é outro ponto sensível: embora tenha caído significativamente desde o pico de 89,8% em 2008, o índice segue no percentil 80 nacional, superando a mediana do país (29,9%) e próximo à média estadual (46,4%), o que indica ineficiência operacional relevante mesmo diante da baixa cobertura.

No esgotamento, o município reduziu de forma expressiva o destino inadequado de dejetos, de 80,0% (2010) para 29,9% (2022), mas ainda está acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (26,3%), no percentil 74 — pior que a maioria dos municípios brasileiros. A coleta domiciliar de resíduos evoluiu fortemente (+178,5% desde 2010), alcançando 55,6% em 2022, porém ainda fica abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (70,4%). Essa melhora parcial na gestão de resíduos não se refletiu em redução de emissões do setor, que cresceram 21,8% desde 2010, chegando a 1.934 tCO₂e em 2024 — ainda assim, valor baixo frente à mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 11.

O destaque mais preocupante é o salto nas emissões totais de GEE, que passaram de 27.754 tCO₂e (2023) para 119.082 tCO₂e em 2024, alta de 116,6% em relação a 2010 e um crescimento abrupto em apenas um ano, aproximando o município da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 46). Esse aumento parece dissociado das emissões de energia e resíduos, que cresceram de forma mais gradual, sugerindo que outro setor (provavelmente mudança de uso da terra) impulsionou o pico recente e merece investigação específica.

Em relação a eventos hidrológicos, os dados disponíveis (2016) mostram ausência de registros de cheia, mas 11 registros de seca observada, no percentil 88 nacional — indicando maior suscetibilidade à estiagem que a maioria dos municípios brasileiros e do próprio Piauí. Combinada à baixíssima cobertura de água e às elevadas perdas na distribuição, essa vulnerabilidade hídrica reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de abastecimento e em eficiência do sistema, como prioridade para a gestão local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

12.5%

2023

3.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

52.7%

2023

5.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.6%

2022

21
178.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.9%

2022

26
62.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

119.082 tCO₂e

2024

54
116.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.934 tCO₂e

2024

89
21.8% no período

Emissões de energia

SEEG

2.350 tCO₂e

2024

91

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.