ParaguaçuMG

22.357 habitantes · IBGE 3147204

IA

Resumo socioambiental

Paraguaçu/MG apresenta saneamento acima da média nacional em coleta e tratamento de esgoto, mas mostra sinais de deterioração recente na gestão da água. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a média mineira (85,0%), colocando o município no percentil 100. O tratamento de esgoto também é destaque, com 82,5% em 2022 (variação de +0,7% no último ano), muito acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%), posicionando o município no percentil 79. Esse desempenho é coerente com o baixo percentual de destino inadequado de dejetos domiciliares, que caiu de 15,2% em 2010 para 2,7% em 2022, uma redução expressiva de 82,3%, ficando bem abaixo da mediana nacional (14,9%).

Por outro lado, a cobertura de água tratada vem em trajetória de queda: de um pico de 94,5% em 2019, recuou para 81,8% em 2022 (variação de -1,2% no último ano), ainda acima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média da UF (84,3%). Mais preocupante é o índice de perdas de água, que saltou de 17,2% em 2020 para 27,0% em 2022 (alta de 5,4%), aproximando-se da mediana nacional (29,9%) e sinalizando possível deterioração na infraestrutura de distribuição ou na gestão operacional do sistema, mesmo com apenas 1 ETE registrada no município (2020), compatível com a mediana nacional.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram de 168.141 tCO₂e (2022) para 132.217 tCO₂e em 2024, recuo de 22,7% no período recente, ficando próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Contudo, essa melhora agregada esconde piora nos setores de resíduos e energia: as emissões de resíduos cresceram 29,7%, atingindo 14.794 tCO₂e em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 77 — um dado que dialoga com o aumento das perdas de água e sugere pressão crescente sobre a gestão de resíduos sólidos e efluentes. As emissões de energia também subiram 31,9%, para 39.185 tCO₂e, superando amplamente a mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, Paraguaçu mantém vantagem comparativa em esgotamento sanitário, mas enfrenta desafios crescentes em perdas de água, emissões de resíduos e energia, indicando a necessidade de investimentos em modernização da rede hídrica e em eficiência energética para reverter as tendências recentes, sem registros de eventos extremos de cheia ou seca reportados em 2016.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.2%

2024

67
0.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

84.2%

2024

75
15.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

48.4%

2024

60
39.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.4%

2024

63
7.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.0%

2022

62
2.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.7%

2022

85
82.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

132.217 tCO₂e

2024

51
22.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.794 tCO₂e

2024

23
29.7% no período

Emissões de energia

SEEG

39.185 tCO₂e

2024

35
31.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.