Paraguaçu PaulistaSP
42.087 habitantes · IBGE 3535507
Resumo socioambiental
Paraguaçu Paulista apresenta em 2024 um saneamento básico consolidado e superior à média nacional, embora com sinais recentes de leve deterioração. A cobertura de água atinge 93,7%, acima da mediana brasileira de 73,2% e próxima do patamar estadual de 96,6% (percentil 84), mas ainda abaixo do pico de 95,8% registrado em 2021. A coleta de esgoto, de 92,9%, também supera com folga a mediana nacional (59,9%) e se equipara à média paulista (92,5%), situando o município no percentil 87 do país — ainda que tenha recuado de patamares de 100% mantidos entre 2010 e 2021. O tratamento de esgoto, por sua vez, atingiu 100% em 2023, três vezes a mediana nacional (33,3%) e bem acima da média estadual (66,6%), evidenciando eficiência do sistema mesmo operando com apenas 1 ETE, número idêntico à mediana nacional. A perda de água de 10,6% (2024) é um dos pontos mais fortes do município, muito inferior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (28,2%), colocando-o no percentil 7 (quanto menor, melhor), embora represente leve alta frente aos 10,3% de 2023.
Na dimensão de resíduos sólidos domiciliares, o quadro também é positivo: 94,4% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (89,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 4,3%, bem abaixo da mediana brasileira (14,9%), ainda que superior ao referencial estadual (1,0%). Chama atenção, contudo, que as emissões de resíduos sólidos (GEE) subiram ligeiramente para 28.903 tCO₂e em 2024 (+3,5% em relação a 2023), destoando da queda geral de emissões do município e sugerindo que a alta cobertura de coleta não tem sido acompanhada de redução proporcional na geração ou tratamento de resíduos, mantendo o setor como fonte relevante de emissões (percentil 88 nacionalmente).
O balanço de emissões totais de GEE mostra trajetória fortemente decrescente: de 2.132.499 tCO₂e em 2017 para 587.483 tCO₂e em 2024, queda de 60% na década, puxada principalmente pela redução das emissões de energia (-69%, para 331.642 tCO₂e). Apesar da melhora expressiva, o município ainda emite muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o porte de sua matriz energética e agroindustrial, inclusive com potência instalada de biomassa estável em 69 MW desde 2010, muito acima da mediana nacional (5 MW).
Do ponto de vista de eventos climáticos, o único registro disponível (2016) aponta 3 ocorrências de cheia e 1 de seca, valores baixos em termos absolutos, mas que posicionam o município nos percentis 93 e 59, respectivamente, indicando exposição a eventos hidrológicos extremos superior à maioria dos municípios brasileiros. Em síntese, Paraguaçu Paulista combina infraestrutura de saneamento robusta e em trajetória de queda de emissões, mas exige atenção à ligeira reversão em esgoto e perdas de água, além do controle das emiss
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
92.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
10.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
69 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
587.483 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
28.903 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
331.642 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
