ParaipabaCE

33.896 habitantes · IBGE 2310258

IA

Resumo socioambiental

Paraipaba apresenta quadro de saneamento crítico, muito abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 44,9% em 2022, com salto expressivo em relação a 2021, mas ainda distante da mediana nacional (76,5%) e da média cearense (69,9%), posicionando o município no percentil 15 — entre os piores do país. A coleta de esgoto estagnou em 39,7% (2021), praticamente equivalente à média estadual (40,3%), porém menos da metade da mediana nacional (87,8%). Mais preocupante é a queda acentuada no tratamento de esgoto, que recuou de patamares acima de 60% (2009) para 31,5% em 2022, uma perda de 46,1% no período — mesmo com apenas 2 ETEs em operação (2020), acima da mediana nacional (1 unidade).

A perda de água na distribuição é o indicador mais alarmante: 41,6% em 2022, quase o dobro do registrado em 2008 (21,4%) e superior tanto à mediana nacional (29,9%) quanto à média estadual (38,5%), colocando o município no percentil 74 (pior faixa). Essa combinação — baixa cobertura, perdas elevadas e tratamento em declínio — sugere problemas estruturais de gestão da infraestrutura hídrica, com desperdício de recursos e risco à qualidade ambiental. Do lado dos domicílios, houve avanço relevante na coleta de resíduos (68,8% em 2022, alta de 27,5% desde 2010) e redução do destino inadequado de dejetos (de 46,0% para 20,0%), mas esse último indicador ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a média estadual (14,6%), mantendo Paraipaba no percentil 60 (pior faixa) nesse quesito.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE cresceram 46,2% desde 2010, atingindo 222.201 tCO₂e em 2024, valor acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 63. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de resíduos (+77,9% desde 2010, alcançando 22.649 tCO₂e), muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e) — percentil 85, entre os piores do Brasil. Essa trajetória é coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e a persistência de destinação inadequada de dejetos, indicando que o setor de resíduos e saneamento é hoje o principal vetor de pressão ambiental do município, exigindo investimento prioritário em estações de tratamento e redução de perdas hídricas.

Quanto a eventos climáticos, não há registros de cheias em 2016, mas foram identificados 7 registros de seca no mesmo ano, valor abaixo do total estadual (2.941), mas relevante frente à mediana nacional nula, sinalizando vulnerabilidade hídrica que reforça a urgência de qualificar a gestão da água no município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

44.9%

2022

15
30.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

39.7%

2021

21
4.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

31.5%

2022

47
46.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

41.6%

2022

26
93.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.8%

2022

37
27.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.0%

2022

40
56.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

222.201 tCO₂e

2024

37
46.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

22.649 tCO₂e

2024

15
77.9% no período

Emissões de energia

SEEG

38.765 tCO₂e

2024

36
10.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.