Paraíso do NortePR

13.634 habitantes · IBGE 4118006

IA

Resumo socioambiental

Paraíso do Norte/PR apresenta saneamento básico consolidado e acima dos padrões nacionais, com 100,0% de cobertura de água em 2022 (mediana nacional 76,5%, percentil 91), refletindo trajetória de melhora contínua desde 2008. A coleta de esgoto atingiu 90,1% em 2021, superando a mediana do Brasil (87,8%) e ligeiramente acima do Paraná (89,9%), resultado de expansão expressiva desde 2010, quando o índice era de apenas 13,2%. O tratamento de esgoto, em 78,9% (2022), também se destaca frente à mediana nacional (37,7%) e à média estadual (78,7%), colocando o município no percentil 75 do país — embora a estabilização em torno de 79% desde 2019 sugira que a capacidade atual da única ETE local já está próxima do limite operacional. A perda de água na distribuição, em 18,7%, é bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à do Paraná (29,6%), indicando gestão eficiente da rede, ainda que com leve oscilação nos últimos anos.

No campo dos resíduos sólidos, o quadro também é favorável: 96,6% dos domicílios têm coleta regular (percentil 95) e apenas 3,4% têm destinação inadequada, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média do Paraná (5,6%). Contudo, essa boa cobertura de coleta não se traduz em baixas emissões: as emissões de resíduos somaram 13.210 tCO₂e em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), com salto expressivo a partir de 2020 — possivelmente associado a mudanças na metodologia de disposição final ou ao tratamento dado aos resíduos coletados, ponto que merece investigação local.

O indicador mais crítico é o de emissões totais de GEE, que chegou a 288.803 tCO₂e em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com aumento de 176,8% desde 2010. O setor de energia é o principal responsável por essa alta, com 173.112 tCO₂e em 2024 — crescimento de quase 10 vezes em relação a 2010 —, posicionando o município no percentil 88 nacional. Essa trajetória, marcada por picos em 2018 e 2021, contrasta com o desempenho positivo do saneamento e indica que o esforço de mitigação climática do município deve priorizar a matriz energética local, enquanto mantém o monitoramento da destinação final de resíduos para conter o crescimento das emissões associadas.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a ausência de dados mais recentes nesse indicador limita a análise sobre riscos hidroclimáticos atuais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.7%

2024

82
1.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

89.9%

2024

83
579.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

78.6%

2024

84
2822.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.7%

2024

73
21.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.6%

2022

95
1.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.4%

2022

82
24.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

288.803 tCO₂e

2024

31
176.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.210 tCO₂e

2024

26
150.6% no período

Emissões de energia

SEEG

173.112 tCO₂e

2024

12
989.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.