ParaísoSC
4.376 habitantes · IBGE 4212239
Resumo socioambiental
Paraíso/SC apresenta quadro socioambiental de atenção, com indicadores de saneamento consistentemente abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 41,4% em 2024, resultado inferior à mediana nacional (73,2%) e à média estadual (86,8%), posicionando o município no percentil 13 do país. Mais preocupante é a trajetória recente: após atingir pico de 55,8% em 2021, o indicador recuou para 44,3% (2022), 46,4% (2023) e 41,4% (2024), sugerindo perda de infraestrutura ou de capacidade de atendimento. Essa queda é agravada pela perda de água na distribuição, que voltou a subir para 40,2% em 2024 — acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), colocando o município no percentil 72 (pior faixa). A combinação de baixa cobertura com alta perda indica ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento.
Na coleta de resíduos sólidos, o município também está distante do padrão nacional: apenas 48,8% dos domicílios têm coleta (2022), contra mediana de 76,9% e 89,7% em SC (percentil 14). O destino inadequado de resíduos caiu expressivamente, de 54,1% (2010) para 21,4% (2022), redução de 60,4% no período — avanço importante, ainda que o valor permaneça acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (3,2%). Esse gargalo na gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor, que cresceram 6,9% desde 2010 e atingiram 1.828 tCO₂e em 2024, na contramão da queda observada nas emissões totais do município.
As emissões totais de GEE caíram de forma acentuada, de 115.908 tCO₂e (2010) para 58.299 tCO₂e (2024), recuo de 49,7%, com o município situando-se no percentil 25 nacional (abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e). Essa melhora contrasta com o aumento de 29,4% nas emissões de energia no período, que somaram 5.598 tCO₂e em 2024, ainda inferiores à mediana nacional (18.929 tCO₂e). A capacidade de geração hidráulica é modesta e estável, em 8 MW (2024), abaixo da mediana nacional de 10 MW.
Em termos de eventos hidrológicos, os únicos registros disponíveis (2016) indicam ausência de cheias e 5 ocorrências de seca, valor superior à mediana nacional (0) e ao padrão estadual, no percentil 76 — dado que, embora desatualizado, sinaliza vulnerabilidade hídrica a monitorar. Em síntese, o município evoluiu positivamente na redução de destino inadequado de resíduos e nas emissões totais, mas enfrenta desafios estruturais em cobertura de água, perdas na distribuição e coleta de resíduos, áreas que devem orientar prioridades de investimento em saneamento.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
41.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
40.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
48.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
8 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
8 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
58.299 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.828 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.598 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
