ParamirimBA
21.009 habitantes · IBGE 2923605
Resumo socioambiental
Paramirim/BA apresenta um quadro socioambiental misto, com desafios mais evidentes em saneamento básico do que em emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água chegou a 80,9% em 2022, próxima da UF (80,7%) e acima da mediana nacional (76,5%, percentil 57), mas em queda de -2,4% frente ao ano anterior e bem abaixo dos 100% sustentados entre 2012 e 2019. A perda de água, por sua vez, subiu para 30,4% em 2022 (+12,1%), ficando acima da mediana nacional (29,9%) ainda que abaixo da UF (35,0%), sinalizando ineficiência crescente na distribuição que pressiona a própria cobertura.
O ponto mais crítico do dossiê é o esgotamento sanitário. Apenas 45,9% dos domicílios tinham coleta em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), no percentil 12 — uma queda de -15,1% em relação a 2010. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos atinge 30,4% dos domicílios, o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima da UF (17,1%), no percentil 75 (pior que a maioria dos municípios), embora tenha recuado -33,7% desde 2010. Essa lacuna em saneamento ajuda a explicar o comportamento das emissões de resíduos, que cresceram +55,4% desde 2010 até 10.055 tCO₂e em 2024, superando tanto a mediana nacional (6.191 tCO₂e) quanto a UF, no percentil 66.
Em termos gerais, as emissões totais de GEE do município somaram 73.450 tCO₂e em 2024, com leve queda de -0,5% e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 31), indicando um perfil emissor relativamente baixo. Entretanto, as emissões de energia cresceram +24,7% desde 2010, atingindo 29.841 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 59), o que sugere aumento do consumo energético sem ganhos equivalentes em eficiência. Por fim, os registros de eventos climáticos (dados de 2016) mostram ausência de cheias, mas 8 registros de seca, no percentil 83 da UF, reforçando a vulnerabilidade hídrica que já se reflete nos indicadores de perda de água e cobertura.
Em síntese, Paramirim deve priorizar investimentos em coleta e tratamento de esgoto — hoje o indicador mais crítico e com efeito direto sobre as emissões de resíduos — além de ações de redução de perdas na rede de água, especialmente diante do histórico de seca na região.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
31.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
45.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
30.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
73.450 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
10.055 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
29.841 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
