ParamotiCE
10.528 habitantes · IBGE 2310407
Resumo socioambiental
Paramoti apresenta quadro de saneamento crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 48,6% em 2022, praticamente a metade da mediana brasileira (76,5%) e do Ceará (69,9%), posicionando o município no percentil 19 do país. A coleta de esgoto é ainda mais precária: 13,6% em 2021, ante mediana nacional de 87,8% e estadual de 40,3% (percentil 8), e o tratamento de esgoto, de 11,3% em 2022, vem em trajetória de queda (-27,4% desde 2008), distante da mediana nacional (37,7%) e da UF (35,3%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no limite da mediana nacional, insuficiente para reverter esse déficit estrutural.
Do lado dos domicílios, a situação reforça o diagnóstico: apenas 51,4% têm coleta de resíduos (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (77,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 39,4% dos domicílios, quase o triplo da mediana do país (14,9%) e da UF (14,6%), colocando Paramoti no percentil 85 — entre os piores do Brasil nesse quesito. Apesar da melhora histórica (de 47,8% em 2010), o problema permanece grave e coerente com a baixa cobertura de coleta formal.
As emissões de GEE do município somaram 97.384 tCO₂e em 2024, com alta de 20,5% no último ciclo e forte aceleração desde 2022, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, de 6.123 tCO₂e, cresceram 48% desde 2010 e já se aproximam da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o quadro de disposição inadequada identificado nos domicílios. As emissões de energia (4.458 tCO₂e) permanecem bem inferiores à mediana do país (18.929 tCO₂e), indicando que o setor de resíduos é hoje o principal vetor de pressão climática local.
Quanto a eventos hidrológicos, não houve registros de cheia em 2016, mas a seca observada foi de 19 registros no mesmo ano, contra mediana nacional nula, situando o município no percentil 99 do Ceará — estado historicamente mais afetado por estiagens (2.941 registros). Combinada às perdas de água de 25,7% em 2022 (ainda acima da mediana nacional de 29,9% em termos favoráveis, mas com histórico de forte instabilidade, incluindo pico de 54,3% em 2018), essa vulnerabilidade hídrica reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de abastecimento e esgotamento sanitário como prioridade de gestão.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
8.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
11.5%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
51.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
39.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
97.384 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.123 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.458 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
19
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
