ParanáRN
4.046 habitantes · IBGE 2408607
Resumo socioambiental
Paraná/RN apresenta quadro crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 38,9% em 2022, bem inferior à mediana nacional (76,5%) e ao Rio Grande do Norte (79,8%), posicionando o município no percentil 11. Chama atenção a série histórica: entre 2016 e 2021 o indicador ficou zerado, sugerindo interrupção no reporte ou colapso do sistema local, com retomada parcial apenas em 2022. Já a coleta domiciliar de resíduos recuou de 57,1% (2010) para 35,1% (2022), uma queda de 38,6%, também distante da mediana nacional (76,9%) e estadual (86,4%).
Por outro lado, a perda de água na distribuição, embora tenha oscilado em patamares elevados (acima de 65% entre 2009 e 2015), caiu para 10,0% em 2022 — resultado melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média do RN (46,1%), colocando o município no percentil 7 (favorável). O destino inadequado de resíduos domiciliares também recuou de 42,9% (2010) para 15,3% (2022), mas esse valor ainda se aproxima da mediana nacional (14,9%) e supera a média estadual (9,3%), indicando que, apesar da melhora relativa, o problema persiste e está associado à baixa cobertura de coleta.
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram para 8.052 tCO₂e em 2024, uma redução de 57% frente a 2010, com desempenho bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o pequeno porte do município. As emissões de energia seguiram trajetória de queda acentuada (-66,8%), atingindo 566 tCO₂e em 2024. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 23,6% no período, alcançando 2.199 tCO₂e — movimento coerente com a piora na coleta domiciliar e no manejo inadequado de rejeitos, indicando que o setor de resíduos é hoje a principal fonte de pressão ambiental do município, mesmo com valores absolutos inferiores à mediana nacional (6.191 tCO₂e).
Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias em 2016, mas há 8 registros de seca observada no mesmo ano, valor abaixo da mediana estadual (1.483), mas ainda relevante dado o contexto de vulnerabilidade hídrica associado à baixa cobertura de água. Em síntese, o município demanda atenção prioritária para retomada e expansão dos serviços de abastecimento de água e coleta de resíduos, cuja fragilidade estrutural contrasta com os ganhos obtidos na redução de perdas hídricas e emissões energéticas.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
38.9%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
10.0%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
35.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
8.052 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.199 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
566 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
8
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
