ParanãTO

10.854 habitantes · IBGE 1716208

IA

Resumo socioambiental

Paranã/TO apresenta um quadro de saneamento básico frágil e emissões de gases de efeito estufa elevadas, configurando desafios socioambientais relevantes para um município de aproximadamente 10.854 habitantes. A cobertura de água atingiu 59,1% em 2024, com crescimento de 30,1% desde 2010, mas ainda fica abaixo da mediana nacional (73,2%) e do estado (84,2%), posicionando o município no percentil 31. A perda de água, por outro lado, mostrou melhora expressiva, caindo para 28,8% em 2024 (queda de 42,7%), ficando próxima da mediana nacional (29,1%) e da UF (30,8%), no percentil 49 — um avanço técnico que contrasta com a insuficiência de cobertura.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: apenas 54,9% dos domicílios têm coleta de esgoto (Censo 2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%), no percentil 20. Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 44,7% dos domicílios, valor três vezes superior à mediana nacional (14,9%) e à UF, colocando Paranã no percentil 89 — entre os piores do país nesse indicador. Essa lacuna de infraestrutura sanitária tem relação direta com as emissões de resíduos, que somaram 6.332 tCO₂e em 2024 (alta de 18,5% desde 2010), próximas da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o manejo inadequado de esgoto e resíduos sólidos contribui para a carga de emissões do setor.

As emissões totais de GEE do município são extraordinariamente elevadas: 4.212.092 tCO₂e em 2024, um salto de 62,7% em relação a 2010, situando Paranã no percentil 98 nacional — muito acima da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e), embora ainda distante da magnitude estadual. Esse padrão, típico de municípios com grande base de uso da terra e agropecuária, é reforçado pelas emissões de energia, que mais que dobraram desde 2010 (alta de 119,7%, chegando a 25.490 tCO₂e em 2024), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e). A presença de potência hidráulica instalada de 122 MW, estável desde 2010 e muito acima da mediana nacional (10 MW), posiciona o município no percentil 86, indicando relevância energética regional, ainda que sem crescimento recente.

Em síntese, Paranã combina avanços pontuais em perdas de água com déficits estruturais graves em esgotamento sanitário e emissões de GEE, exigindo priorização de investimentos em coleta e tratamento de esgoto — que tende a reduzir tanto o destino inadequado de dejetos quanto as emissões associadas a resíduos — além de monitoramento contínuo das emissões ligadas ao uso da terra e energia, dado o peso expressivo do município no cenário nacional desses indicadores.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.1%

2024

31
30.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.8%

2024

51
42.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.9%

2022

20
12.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.7%

2022

11
12.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

122 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

122 MW

2024

86
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

4.212.092 tCO₂e

2024

2
62.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.332 tCO₂e

2024

49
18.5% no período

Emissões de energia

SEEG

25.490 tCO₂e

2024

44
119.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.