ParanatingaMT

28.228 habitantes · IBGE 5106307

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Resumo socioambiental

Paranatinga/MT apresenta em 2024 cobertura de água de 72,1%, abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante da média estadual (86,7%), com o município caindo do percentil 49 e revertendo uma trajetória que chegou a 100% em 2014. A perda de água no sistema de distribuição, de 33,7% em 2024, piorou 6,8 pontos percentuais em relação a 2023 (26,9%), embora ainda esteja levemente melhor que a mediana do Brasil (29,1%) considerando a longa série histórica de perdas elevadas (chegou a 61,7% em 2015). O saneamento básico municipal contava com apenas 1 ETE em 2020, igual à mediana nacional, mas muito inferior às 121 unidades médias do estado, revelando defasagem estrutural relevante frente ao Mato Grosso.

Na coleta de resíduos, 79,3% dos domicílios são atendidos (2022), acima da mediana nacional (76,9%), mas o destino inadequado ainda atinge 18,4% dos domicílios, superior à mediana do país (14,9%) e ao patamar estadual (11,2%), indicando que parte do resíduo coletado ou não coletado segue para destinos impróprios. Essa fragilidade na gestão de resíduos se reflete no crescimento das emissões do setor: 18.665 tCO₂e em 2024, alta de 66,3% desde 2010, situando o município no percentil 82 nacional — bem acima da mediana do Brasil (6.191 tCO₂e).

O quadro de emissões totais de GEE é o ponto mais crítico: 12,88 milhões de tCO₂e em 2024, aumento de 68,9% em relação a 2010, colocando Paranatinga no percentil 100 nacional, muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), embora ainda distante da magnitude estadual (384,8 milhões de tCO₂e). As emissões de energia também cresceram fortemente (+194,8% desde 2010, atingindo 260.542 tCO₂e), superando com folga a mediana nacional, enquanto a infraestrutura de geração renovável permanece estagnada — 4 MW em potência hidráulica e 2 MW em biomassa, sem evolução desde ao menos 2018, ambos abaixo das medianas nacionais (10 MW e 5 MW, respectivamente).

Em síntese, o município combina retrocesso no acesso à água tratada, perdas ainda expressivas na rede, gestão de resíduos insuficiente e emissões crescentes em múltiplas frentes, sem contrapartida em expansão de fontes renováveis ou infraestrutura de tratamento de esgoto. Os dados sugerem necessidade de investimento prioritário em recuperação de perdas hídricas, expansão de ETEs e destinação adequada de resíduos, medidas que tenderiam a conter simultaneamente indicadores sanitários e as emissões associadas ao setor de resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

72.1%

2024

49
6.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

33.7%

2024

40
39.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.3%

2022

54
3.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.4%

2022

43
20.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

6 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

4 MW

2024

39
51.8% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

12.882.049 tCO₂e

2024

0
68.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

18.665 tCO₂e

2024

18
66.3% no período

Emissões de energia

SEEG

260.542 tCO₂e

2024

8
194.8% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.