ParanavaíPR

95.525 habitantes · IBGE 4118402

IA

Resumo socioambiental

Paranavaí apresenta saneamento básico consolidado e acima dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e a média do Paraná (96,1%), colocando o município no percentil 93. A coleta de esgoto também alcançou 100,0% em 2021 (percentil 100 nacional), com trajetória de forte avanço desde 2007 (79,4%). O tratamento de esgoto, embora ainda incompleto, chegou a 85,8% em 2022, bem acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (78,7%), sustentado por 2 ETEs em operação — número superior à mediana nacional de 1 unidade. Essa combinação de coleta e tratamento elevados explica o baixo percentual de destino inadequado de resíduos domiciliares, de apenas 2,1% em 2022 (percentil 13, ante mediana nacional de 14,9%).

Um ponto de atenção é a perda de água na distribuição, que subiu para 24,4% em 2022, variação de +13,5% desde 2008. Apesar do aumento, o indicador ainda é mais favorável que a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (29,6%), sugerindo eficiência operacional razoável, mas com sinal de deterioração que merece monitoramento para evitar desperdício de um recurso já universalizado.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 720.606 tCO₂e em 2024, patamar muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 86. Chama atenção o crescimento consistente das emissões de resíduos, que passaram de 39.846 tCO₂e (2010) para 53.641 tCO₂e (2024), alta de 34,6% — um paradoxo diante do avançado saneamento, indicando que o problema está concentrado na destinação final de resíduos sólidos, não no esgotamento sanitário. As emissões de energia também cresceram 10,1% no período recente, atingindo 183.967 tCO₂e em 2024. A geração solar permanece estagnada em 400 kW desde 2020, abaixo da mediana nacional (908 kW), evidenciando baixo avanço na transição energética local.

O investimento público registrado em 2026 foi de R$ 19,8 milhões, valor expressivo frente à mediana nacional (R$ 3,1 milhões), posicionando o município no percentil 85. Esse volume de recursos, se direcionado à gestão de resíduos sólidos e à eficiência hídrica, pode reverter as tendências de aumento nas emissões de resíduos e nas perdas de água, consolidando os ganhos já obtidos em água e esgoto.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

98.5%

2024

92
1.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

97.5%

2024

94
24.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

88.7%

2024

91
12.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.5%

2024

66
6.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

96.1%

2022

94
0.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.1%

2022

87
44.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

400 kW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

400 kW

2024

31
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

400 kW

2024

31
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

720.606 tCO₂e

2024

14
4.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

53.641 tCO₂e

2024

6
34.6% no período

Emissões de energia

SEEG

183.967 tCO₂e

2024

11
10.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Investimento

Investimento público

PNCP

R$ 19.8 mi

2026

0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.