ParanhosMS
13.323 habitantes · IBGE 5006358
Resumo socioambiental
Paranhos/MS apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com indicadores consistentemente abaixo da mediana nacional e do estado de Mato Grosso do Sul. A cobertura de água atingiu apenas 47,1% em 2024, bem inferior à mediana nacional de 73,2% e ao índice estadual de 87,8%, posicionando o município no percentil 18 do país — ou seja, entre os piores atendidos. A coleta de esgoto também recuou fortemente, caindo de 76,0% em 2021 para 43,2% em 2024 (retração de 32,3% no período), abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (66,6%). Essa queda abrupta é agravada pelos dados censitários: o percentual de domicílios com coleta caiu para 53,1% em 2022, enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares subiu para 46,8%, valor três vezes superior à mediana nacional (14,9%) e que coloca o município no percentil 91 — entre os piores do Brasil nesse quesito.
Em contraste, o tratamento de esgoto evoluiu positivamente, alcançando 70,6% em 2024, superando tanto a mediana nacional (33,3%) quanto a média estadual (48,1%), situando Paranhos no percentil 77. Esse avanço, no entanto, é limitado pela reduzida cobertura de coleta: tratar bem um volume pequeno de esgoto coletado não compensa a exclusão de mais da metade da população do sistema. A perda de água na distribuição também é elevada, em 29,4% (2024), no mesmo patamar da média estadual (29,4%) e da mediana nacional (29,1%), indicando ineficiência operacional que pressiona ainda mais a já baixa cobertura de abastecimento.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 315.646 tCO₂e em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com alta de 15,7% frente ao ano anterior. As emissões de resíduos cresceram 66,6% desde 2010, atingindo 7.080 tCO₂e em 2024 — tendência coerente com a piora no destino inadequado de resíduos domiciliares observada no Censo. As emissões de energia dispararam 368,3% na década, embora tenham recuado para 14.896 tCO₂e em 2024 após pico em 2023. Registros de seca (3 ocorrências em 2016) sinalizam vulnerabilidade hídrica adicional, reforçando a urgência de investimentos estruturais em saneamento e gestão de resíduos para reverter as trajetórias negativas identificadas.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
47.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
43.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
70.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
29.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
53.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
46.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
315.646 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.080 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
14.896 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
