ParaopebaMG
24.800 habitantes · IBGE 3147402
Resumo socioambiental
Paraopeba/MG apresenta quadro socioambiental misto, com avanços em coleta de esgoto mas lacunas críticas em tratamento e tendência preocupante de aumento de emissões. A cobertura de água atingiu 82,9% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) mas com queda de 10,0% desde 2008, quando o índice era de 92,1%. Já a coleta de esgoto evoluiu fortemente (+24,2%), alcançando 99,4% em 2021 — bem acima da mediana nacional (87,8%) e do percentil 69 —, porém o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2010, contrastando com a mediana nacional de 37,7% e o percentil 25 do município. Essa lacuna indica que praticamente todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa risco relevante à qualidade dos corpos hídricos locais.
A perda de água na distribuição, embora tenha recuado 22,7% no período, ainda é de 28,2% em 2022, próxima da mediana nacional (29,9%), sugerindo ineficiência operacional moderada no sistema de abastecimento. Do lado da destinação de resíduos, a proporção de domicílios com coleta atingiu 86,3% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e praticamente equivalente à média mineira (86,1%), enquanto o destino inadequado caiu para 12,5%, abaixo da mediana nacional (14,9%), mas ainda distante do padrão do estado (7,4%). O município conta com apenas 1 unidade de destinação registrada, no limite da mediana nacional, o que pode limitar a capacidade de processamento adequado dos resíduos gerados.
O quadro de emissões é o ponto mais crítico do dossiê. As emissões totais de GEE somaram 308.821 tCO₂e em 2024, com alta de 27,2% desde 2010, situando o município no percentil 71 nacional — bem acima da mediana (138.513 tCO₂e). O setor de energia é o principal responsável por esse crescimento, com salto de 52,1% no período, atingindo 199.133 tCO₂e (percentil 89), enquanto as emissões de resíduos também cresceram 11,9%, chegando a 13.435 tCO₂e (percentil 75) — aumento coerente com a ausência de tratamento de esgoto e possíveis deficiências na gestão de resíduos sólidos. A geração de energia por biomassa permanece estagnada em 300 kW desde 2010, muito aquém da mediana nacional (5 MW), revelando baixo investimento em fontes renováveis locais e nenhuma resposta ao aumento das emissões energéticas.
Em síntese, Paraopeba avançou na universalização da coleta de esgoto e na redução de perdas de água, mas enfrenta desafios estruturais expressivos: ausência total de tratamento de esgoto, estagnação em energia renovável e trajetória ascendente de emissões, sobretudo no setor energético. A combinação entre alta cobertura de coleta sem tratamento correspondente e o crescimento consistente das emissões sinaliza a necessidade prioritária de investimento em estação de tratamento de esgoto e em diversificação da matriz energética local.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
72.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
1.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
17.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
12.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2020
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
300 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
308.821 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.435 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
199.133 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
