ParatingaBA

30.671 habitantes · IBGE 2923704

IA

Resumo socioambiental

Paratinga apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água caiu para apenas 26,8% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da própria Bahia (83,0%), posicionando o município no percentil 5 do país. Mais grave ainda é a trajetória: houve queda de 45,9% desde 2010, com deterioração acentuada entre 2020 (70,3%) e 2023-2024, sugerindo colapso recente na prestação do serviço. Paradoxalmente, a perda de água subiu para 7,3% em 2024, ainda inferior à mediana nacional (29,1%), mas em trajetória de piora (+42,9%), o que indica que a redução da cobertura não decorre de eficiência operacional, e sim de possível desinvestimento ou desestruturação do sistema.

O esgotamento sanitário é o indicador mais crítico do município. Apenas 34,7% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), muito aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), no percentil 5. Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 59,1% dos domicílios, no percentil 97 nacional — ou seja, entre os piores do Brasil —, embora tenha havido melhora de 10,9% desde 2010. Essa precariedade sanitária se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 41,5% desde 2010 e somaram 10.943 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 69), reforçando a associação entre baixa cobertura de esgoto, destinação inadequada e maior geração de emissões no setor.

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE somaram 137.625 tCO₂e em 2024, próximas à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 50), com queda de 37,1% desde 2010, mas com oscilações fortes ao longo da série (pico de 245.191 tCO₂e em 2015). As emissões de energia, por sua vez, mais que dobraram (+121,3%), atingindo 24.285 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional, indicando pressão crescente do setor energético no perfil de emissões do município. Os registros hidrológicos de 2016 mostram ausência de cheias, mas 11 registros de seca, no percentil 88 estadual, sinalizando vulnerabilidade à estiagem.

Em síntese, Paratinga combina infraestrutura de saneamento entre as mais deficitárias do país com pressão ambiental crescente em resíduos e energia. A convergência entre baixíssima cobertura de água e esgoto, alta destinação inadequada e aumento das emissões de resíduos aponta para a urgência de investimentos estruturantes em saneamento, que tendem a gerar ganhos simultâneos na saúde pública, na qualidade ambiental e na redução de emissões municipais.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

26.8%

2024

5
45.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

7.3%

2024

96
42.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

34.7%

2022

5
3.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

59.1%

2022

3
10.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

137.625 tCO₂e

2024

50
37.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.943 tCO₂e

2024

31
41.5% no período

Emissões de energia

SEEG

24.285 tCO₂e

2024

45
121.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.