ParatyRJ
47.614 habitantes · IBGE 3303807
Resumo socioambiental
Paraty apresenta avanço expressivo no abastecimento de água, com cobertura de 99,7% em 2022, salto de 127,0% desde 2013 e bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média fluminense (89,1%), posicionando o município no percentil 88 do país. Esse ganho, porém, convive com perdas de água ainda elevadas, de 41,7% em 2022 — acima da mediana nacional (29,9%), embora abaixo do patamar estadual (48,6%) —, indicando que parte expressiva do esforço de captação e tratamento se perde na distribuição.
O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município: a coleta é de 0,0% (2021), enquanto a mediana nacional chega a 87,8% e a fluminense a 72,7%, colocando Paraty no percentil 1 do país. O tratamento também é incipiente, em 7,6% (2022), bem abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (56,6%), apesar do crescimento de 73,4% em relação a 2021. Essa lacuna estrutural em esgotamento sanitário é coerente com o aumento sustentado das emissões de resíduos, que saltaram de 24.324 tCO₂e em 2010 para 42.346 tCO₂e em 2024 (+74,1%), colocando o município no percentil 92 nacional — um dos indicadores mais desfavoráveis do dossiê, sugerindo tratamento insuficiente de efluentes e resíduos sólidos.
No eixo de resíduos domiciliares, houve melhora relevante: o destino inadequado caiu de 7,3% (2010) para 1,6% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo do patamar estadual (2,0%), embora a cobertura de coleta domiciliar tenha recuado de 92,7% para 73,0% no mesmo período, ficando abaixo tanto da mediana nacional (76,9%) quanto da UF (84,0%). Já nas emissões totais de GEE, Paraty manteve-se historicamente como sumidouro líquido de carbono, fechando 2024 em -39.930 tCO₂e, resultado favorável frente à mediana nacional positiva (138.513 tCO₂e), mas a série revela oscilações fortes, com pico de 157.625 tCO₂e em 2022, associado ao crescimento acentuado das emissões de energia, que passaram de 26.737 tCO₂e (2010) para 95.112 tCO₂e (2024) — alta de 255,7% e percentil 80 nacional.
Em síntese, o município avançou de forma consistente no abastecimento de água, mas mantém déficit estrutural em coleta e tratamento de esgoto, refletido no crescimento das emissões de resíduos e energia. A combinação de perdas de água ainda altas com ausência quase total de coleta de esgoto sinaliza prioridade de investimento em infraestrutura de saneamento, essencial para sustentar os ganhos ambientais já obtidos e reduzir riscos associados a eventos de cheia, registrados em 2016 acima da mediana nacional.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
98.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
10.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
1.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
29.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
73.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-39.930 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
42.346 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
95.112 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
