ParaúnaGO
10.749 habitantes · IBGE 5216403
Resumo socioambiental
Paraúna/GO apresenta desempenho notável em saneamento básico, com destaque para coleta e tratamento de esgoto, ambos em 100,0% (2021 e 2022, respectivamente), superando amplamente as medianas nacionais de 87,8% e 37,7% e colocando o município no percentil 100 em ambos os indicadores. A cobertura de água, entretanto, é mais modesta, em 77,8% (2022), próxima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 52. Um ponto positivo adicional é a perda de água na distribuição, que caiu de 39,4% em 2008 para 15,4% em 2022, ficando bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (27,8%), embora tenha havido leve piora frente ao mínimo histórico de 9,2% em 2020.
No que se refere a resíduos sólidos, 15,0% dos domicílios ainda têm destinação inadequada (2022), patamar próximo da mediana nacional (14,9%) mas bem acima do observado em Goiás (5,5%), indicando espaço para avanço no manejo de resíduos apesar da melhora histórica (redução de 39,3% desde 2010). Essa lacuna reflete-se também nas emissões de resíduos, que somaram 8.525 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e em leve alta (+12,0%) desde 2010.
O componente mais crítico do dossiê é o perfil de emissões de GEE. O total municipal atingiu 900.905 tCO₂e em 2024, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Paraúna no percentil 89 do país — um patamar elevado para um município de porte pequeno (~10.749 habitantes). As emissões de energia cresceram de forma expressiva, +324,1% entre 2010 e 2024, chegando a 97.262 tCO₂e e superando a mediana nacional em mais de cinco vezes, o que sugere pressão crescente do setor energético local, ainda que parcialmente compensada pela capacidade instalada de biomassa (47 MW, percentil 84 nacional).
Em síntese, Paraúna combina infraestrutura de saneamento avançada — sobretudo em esgotamento sanitário — com um perfil de emissões de GEE desproporcionalmente alto para seu porte populacional, puxado principalmente pelo setor energético. A gestão municipal deve priorizar a ampliação da cobertura de água e o aprimoramento da destinação de resíduos sólidos, ao mesmo tempo em que investiga as fontes da escalada nas emissões energéticas, tema mais crítico da pauta ambiental local diante do contexto nacional.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
77.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
17.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
82.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
47 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
900.905 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.525 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
97.262 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
