ParnaguáPI
10.289 habitantes · IBGE 2207603
Resumo socioambiental
Parnaguá apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 37,0% em 2022, resultado inclusive inferior aos anos anteriores (52,6% em 2021), posicionando o município no percentil 10 nacional — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, distante da mediana brasileira de 76,5% e também aquém do patamar estadual (73,0%). A perda de água, de 47,9%, é a maior da série histórica recente e supera tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média do Piauí (46,4%), colocando o município no percentil 82 — entre os piores desempenhos do país nesse indicador de ineficiência operacional.
O cenário de esgotamento sanitário é igualmente preocupante. Apenas 35,4% dos domicílios têm coleta de resíduos sólidos (2022), praticamente estável desde 2010 e muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (70,4%), situando o município no percentil 6. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 53,0% dos domicílios, quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e o dobro da média do Piauí (26,3%), posicionando Parnaguá no percentil 94 — entre os piores do Brasil. Essa deficiência estrutural na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões do setor, que cresceram 42,2% entre 2010 e 2024, atingindo 7.610 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).
No balanço de emissões totais de GEE, o município registrou 800.555 tCO₂e em 2024, com alta de 41,8% desde 2010, embora tenha recuado frente ao pico de 2023 (1,51 milhão de tCO₂e). O valor supera amplamente a mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Parnaguá no percentil 87, ainda que muito distante da escala estadual (81,7 milhões de tCO₂e). As emissões de energia, embora menores em volume absoluto (6.119 tCO₂e), cresceram 78,1% no período, mas permanecem abaixo da mediana nacional, indicando que o principal vetor de pressão climática do município está associado a mudanças de uso da terra e não ao setor energético.
Do ponto de vista hidroclimático, os dados de 2016 (únicos disponíveis) não registraram cheias, mas apontaram 9 ocorrências de seca, valor que situa o município no percentil 85 nacional para esse indicador. Combinado com a baixa cobertura de água e as elevadas perdas do sistema, esse histórico de estiagem reforça a vulnerabilidade hídrica local e a urgência de investimentos em infraestrutura de abastecimento e manejo de resíduos, áreas que concentram os piores indicadores relativos do município no comparativo nacional.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
38.0%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
60.8%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
35.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
53.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
800.555 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.610 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.119 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
