Passa e FicaRN
11.406 habitantes · IBGE 2409100
Resumo socioambiental
Passa e Fica apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços em abastecimento de água e perdas do sistema, mas retrocesso preocupante no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 79,5% em 2022, alta de 36,2 pontos percentuais desde 2008, ficando próxima da mediana nacional (76,5%) e da UF (79,8%), no percentil 54. As perdas de água caíram para 28,7% em 2022 (redução de 51,2% frente ao início da série), abaixo da média do RN (46,1%) e muito próxima da mediana nacional (29,9%). Já a coleta de esgoto, embora registrada em 100% em 2020, contrasta fortemente com o tratamento de esgoto, que despencou para 0% em 2022 após anos de plena operação (100% entre 2013 e 2020) — sinal de que a única ETE do município (1 unidade em 2020, no patamar da mediana nacional) pode ter parado de operar ou não estar mais sendo reportada, revertendo um histórico até então acima da média nacional (37,7%) e estadual (34,3%).
Essa quebra no tratamento de esgoto é especialmente relevante ao se observar as emissões de resíduos, que somaram 6.356 tCO₂e em 2024, alta de 42,8% desde 2010 e acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 53) — indicando que o esgotamento sanitário sem tratamento pode estar pressionando as emissões do setor. Em contrapartida, os indicadores de destinação domiciliar de resíduos mostram melhora: o percentual de domicílios com destino inadequado caiu para 9,1% em 2022 (queda de 44,1% desde 2010), abaixo da mediana nacional (14,9%) e praticamente equivalente à média estadual (9,3%). Já a coleta domiciliar de resíduos recuou para 74,8%, abaixo tanto da mediana nacional (76,9%) quanto da UF (86,4%), aproximando-se do percentil 46 — um retrocesso que merece atenção dos gestores.
No campo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 53.609 tCO₂e em 2024, um salto de 77,1% em relação a 2023, rompendo uma trajetória estável de mais de uma década na faixa de 27 a 33 mil tCO₂e. Mesmo assim, o município permanece bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 23. As emissões de energia recuaram levemente (-4,5%, para 12.539 tCO₂e), abaixo da mediana nacional, sugerindo que o salto recente esteja mais associado a resíduos e possivelmente a mudanças de uso do solo não detalhadas neste dossiê.
Do ponto de vista hídrico, o município registrou eventos de cheia (2) e seca (10) em 2016, ambos acima da mediana nacional (zero) e compatíveis com um contexto estadual de maior recorrência desses eventos no RN (143 cheias e 1.483 secas). Por outro lado, a projeção de segurança hídrica para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,162), indicando perspectiva relativamente favorável para o abastecimento futuro, desde que sustentada por investimentos contínuos em infraestrutura de saneamento — especialmente na retomada do trat
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
79.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
50.0%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
24.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
74.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
53.609 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.356 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.539 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
10
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
