PassabémMG

1.617 habitantes · IBGE 3147501

IA

Resumo socioambiental

Passabém apresenta quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais. A cobertura de água atinge apenas 57,4% (2022), praticamente estagnada desde 2014 e distante da mediana nacional de 76,5% e da média mineira de 84,3% (percentil 27). Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou de 22,3% em 2014 para 50,2% em 2022 — alta de 125,1% no período —, superando a mediana nacional (29,9%) e a UF (35,0%), e colocando o município no percentil 85, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Esse indicador sinaliza deficiências operacionais na rede que provavelmente comprometem a eficiência do sistema e pressionam custos, mesmo com cobertura baixa.

O esgotamento sanitário é o ponto mais preocupante: a coleta caiu de 61,7% (2014) para 53,5% (2021), e o tratamento de esgoto permanece em 0,0% durante toda a série histórica (2014-2022), enquanto a mediana nacional já trata 37,7% e Minas Gerais trata 44,5%. Isso significa que todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, com risco direto à saúde pública e aos corpos hídricos locais. Os dados do Censo IBGE reforçam esse cenário: 26,4% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima da UF (7,4%), embora tenha havido melhora expressiva desde 2010 (44,7%).

Em termos de emissões de GEE, o município tem posição relativamente favorável no contexto nacional: as 35.273 tCO₂e emitidas em 2024 ficam abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 14. As emissões de resíduos, contudo, cresceram 13,3% desde 2010 (3.437 tCO₂e em 2024), tendência coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a persistência de destinação inadequada de dejetos domiciliares, indicando que o problema sanitário se reflete também no balanço de gases de efeito estufa do setor.

Por fim, o município aparece com registros de cheia elevados para o padrão nacional (4 ocorrências em 2016, percentil 96), o que, associado à alta perda de água na rede e à ausência de tratamento de esgoto, sugere vulnerabilidade da infraestrutura hídrica frente a eventos climáticos extremos. O quadro geral aponta para a necessidade urgente de investimentos em manutenção da rede de distribuição, ampliação da coleta e, sobretudo, implantação de tratamento de esgoto, ainda inexistente após quase uma década de dados monitorados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

62.8%

2024

36
9.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

31.9%

2024

24
48.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

27.8%

2024

53
24.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

71.0%

2022

41
28.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

26.4%

2022

31
41.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

35.273 tCO₂e

2024

86
97.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.437 tCO₂e

2024

71
13.3% no período

Emissões de energia

SEEG

532 tCO₂e

2024

99

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.