PassagemPB

2.562 habitantes · IBGE 2510709

IA

Resumo socioambiental

Passagem/PB apresenta em 2022 cobertura de água de 72,2%, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 45 do país. A série histórica revela um quadro preocupante: após atingir pico de 88,8% em 2015, o indicador vem em trajetória de estagnação e leve retração desde então. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou para 38,8% em 2022 — superior tanto à mediana nacional (29,9%) quanto à média da Paraíba (37,3%), colocando o município no percentil 69 (pior faixa). Essa combinação de estagnação na cobertura com perdas crescentes sugere problemas de gestão operacional da rede, possivelmente por falta de investimento em manutenção ou renovação de infraestrutura.

Na área de saneamento e resíduos, o município mostra evolução positiva, porém ainda insuficiente. A cobertura de coleta domiciliar avançou para 82,2% em 2022 (variação de +20,9% desde 2010), superando a mediana nacional (76,9%) e a média estadual (79,6%), no percentil 60. Ainda assim, 17,3% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, valor acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), indicando que, apesar do progresso, uma parcela relevante da população ainda carece de solução adequada — o que se reflete no crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 1.091 para 1.470 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+34,8%), em trajetória ascendente ano a ano.

Em emissões totais de GEE, Passagem tem participação muito baixa no cenário nacional: 10.985 tCO₂e em 2024 (percentil 5), muito distante da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e irrisório frente ao total estadual. Contudo, chama atenção o salto de +56,7% em relação a 2010 e, sobretudo, o crescimento expressivo das emissões de energia, que passaram de 177 para 2.375 tCO₂e no período — alta de mais de 1.200%, provavelmente associada à expansão do consumo elétrico ou de fontes fósseis locais. Esse aumento, embora pequeno em termos absolutos, merece monitoramento por representar mudança estrutural na matriz de emissões do município.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados de 2016 registram 3 ocorrências de cheia e 13 de seca, ambos no percentil 92-93 nacional, indicando maior exposição relativa a eventos climáticos extremos que a maior parte dos municípios brasileiros. Combinado às perdas elevadas na rede de água, esse histórico reforça a necessidade de investimentos em resiliência hídrica e modernização da infraestrutura de abastecimento, de forma a reduzir vulnerabilidades tanto operacionais quanto climáticas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

47.1%

2024

18
5.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

55.9%

2024

12
0.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

82.2%

2022

60
20.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.3%

2022

45
45.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

10.985 tCO₂e

2024

95
56.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.470 tCO₂e

2024

95
34.8% no período

Emissões de energia

SEEG

2.375 tCO₂e

2024

91
1238.8% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.