Passo de TorresSC

14.284 habitantes · IBGE 4212254

IA

Resumo socioambiental

Passo de Torres/SC apresenta em 2022 cobertura de água de 74,2%, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 47. Chama atenção a queda em relação a 2021, quando o índice atingiu 92,7% — uma reversão após uma década de expansão contínua desde 2008 (25,0%), que merece investigação quanto à causa (possível mudança metodológica, ampliação populacional ou problema operacional). A perda de água na distribuição, de 32,6%, está acima da mediana nacional (29,9%) mas ligeiramente abaixo da média estadual (34,6%), indicando ineficiência operacional que pressiona tanto custos quanto a própria cobertura efetiva do serviço.

Em saneamento de resíduos sólidos, o município tem desempenho de destaque: 99,5% dos domicílios com coleta em 2022 (percentil 100 nacional) e apenas 0,2% com destino inadequado, muito inferior à mediana do país (14,9%) e ao índice catarinense (3,2%). Esse quadro consolidado de coleta, no entanto, contrasta com o crescimento das emissões de resíduos, que saltaram de 1.497 tCO₂e em 2010 para 3.810 tCO₂e em 2024 (+154,5%), sinalizando que a boa cobertura de coleta não tem sido acompanhada de tratamento ou destinação com menor pegada de carbono (como aproveitamento energético ou compostagem).

O maior vetor de pressão ambiental do município é a matriz de emissões de GEE, que totalizou 113.208 tCO₂e em 2024, um crescimento de 212,2% desde 2010, com aceleração expressiva a partir de 2021. O setor de energia é o principal responsável por esse salto, saindo de 16.099 tCO₂e (2010) para 74.500 tCO₂e (2024, +362,8%), colocando o município no percentil 77 nacional — bem acima da mediana do país (18.929 tCO₂e) — e evidenciando forte dependência de fontes emissoras no consumo energético local. Ainda assim, o total de emissões municipal permanece abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), percentil 44.

Quanto a eventos hidroclimáticos, o único registro disponível (2016) mostra 2 ocorrências de cheia, acima da mediana nacional (0), no percentil 87, sem registros de seca no mesmo ano. A ausência de dados mais recentes limita a análise de tendência, mas o histórico sugere vulnerabilidade a eventos de cheia que deve ser monitorada, especialmente diante do crescimento urbano e das perdas de água na rede, que podem agravar a resiliência do sistema de abastecimento em cenários de estresse hídrico ou climático.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
171.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

35.2%

2024

37
18.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

99.5%

2022

100
1.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.2%

2022

99
91.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

113.208 tCO₂e

2024

56
212.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.810 tCO₂e

2024

67
154.5% no período

Emissões de energia

SEEG

74.500 tCO₂e

2024

23
362.8% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.