Passo FundoRS
214.564 habitantes · IBGE 4314100
Resumo socioambiental
Passo Fundo apresenta um quadro socioambiental misto, com forte desempenho em abastecimento de água, mas defasagem estrutural em saneamento de esgoto e uma trajetória preocupante de emissões de GEE. A cobertura de água atingiu 97,4% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e do percentil 82, embora em leve queda desde os patamares de 100% observados entre 2013 e 2015. Já a coleta de esgoto, de 40,7% em 2021, está distante da mediana nacional (87,8%) e mesmo abaixo da média gaúcha (49,5%), posicionando o município no percentil 22 — apesar do crescimento expressivo de 162% desde 2007, o nível absoluto ainda é baixo. O tratamento de esgoto, em 29,8% (2022), fica próximo da média estadual (30,8%), mas abaixo da mediana nacional (37,7%), evidenciando um gargalo relevante: parte do esgoto coletado ainda não é adequadamente tratado.
Um ponto crítico é a perda de água na distribuição, de 48,4% em 2022, muito superior à mediana nacional (29,9%) e à média do RS (36,5%), colocando o município no percentil 83 (pior) do país. Essa ineficiência operacional, associada à estagnação da cobertura de esgoto, sugere que os investimentos em saneamento não têm acompanhado o crescimento populacional nem resolvido perdas históricas na rede, que já superaram 50% em anos anteriores (2008-2013). Por outro lado, indicadores de resíduos sólidos domiciliares são favoráveis: o destino inadequado é de apenas 0,7% (2022), muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (4,5%), refletindo boa gestão municipal de coleta domiciliar.
O tema mais alarmante é o perfil de emissões de GEE, que atingiu 888.718 tCO₂e em 2024, no percentil 88 nacional, com alta de 16,7% desde 2010. As emissões de energia (705.523 tCO₂e) e de resíduos (115.237 tCO₂e) dominam esse total, ambas no percentil 97 nacional — um contraste importante, pois o bom desempenho em destinação de resíduos domiciliares não impede que o setor de resíduos seja um dos maiores emissores relativos do município, sinalizando que o problema está mais associado à geração/tratamento de resíduos (incluindo efluentes não tratados, que se decompõem emitindo metano) do que à destinação final inadequada. A geração de energia limpa é incipiente, com apenas 3 MW de potência em biomassa, abaixo da mediana nacional (5 MW). Diante desse cenário, ações prioritárias envolvem reduzir perdas na rede de água, expandir a coleta e o tratamento de esgoto — o que teria efeito direto na redução das emissões do setor de resíduos — e diversificar a matriz energética local.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
93.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
45.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
24.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
42.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.7%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
888.718 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
115.237 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
705.523 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
