Passos MaiaSC
4.032 habitantes · IBGE 4212270
Resumo socioambiental
Passos Maia/SC apresenta quadro de saneamento básico significativamente abaixo dos padrões nacionais e estaduais, ainda que com trajetória parcial de melhora. A cobertura de água atingiu 44,1% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e muito distante de Santa Catarina (86,8%), posicionando o município no percentil 15 do país. Apesar do avanço de +35,5% desde 2010, houve recuo nos últimos dois anos (de 47,7% em 2023 para 44,1% em 2024). A perda de água, de 35,0% em 2024, é superior à mediana nacional (29,1%) e ao próprio estado (32,3%), indicando ineficiência operacional que compromete o ganho de cobertura mesmo com investimentos na rede.
No manejo de resíduos sólidos, o quadro é igualmente preocupante: apenas 55,4% dos domicílios têm coleta (2022), ante mediana nacional de 76,9% e catarinense de 89,7% (percentil 20), enquanto 34,8% dos domicílios ainda têm destinação inadequada — mais que o dobro da mediana do país (14,9%) e mais de dez vezes o índice estadual (3,2%), colocando o município no percentil 80 (pior faixa). A existência de apenas 1 unidade de destinação (2012), igual à mediana nacional mas muito aquém das 58 unidades de SC, reforça a fragilidade da infraestrutura local. Coerentemente, as emissões de resíduos vêm em trajetória ascendente, com alta de +97,1% desde 2010, atingindo 2.902 tCO₂e em 2024 — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em direção contrária à melhoria esperada com maior cobertura de coleta.
Do ponto de vista climático, o balanço geral é mais favorável: as emissões totais de GEE caíram 72,6% desde 2010, chegando a 63.351 tCO₂e em 2024, ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e é maior, portanto o município está relativamente bem posicionado, no percentil 27) e muito distante do total estadual. As emissões de energia também recuaram (-19,2%), refletindo possivelmente a expansão da geração hidráulica local, que saltou de 2 MW em 2010 para 40 MW em 2024 (percentil 76, acima da mediana nacional de 10 MW), embora esse crescimento de potência instalada seja tratado como fator de maior=pior no dossiê, sinalizando pressão ambiental associada a barramentos e uso de recursos hídricos.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos disponíveis (2016) mostram 1 registro de cheia e 5 de seca, ambos no percentil 76 nacional, sugerindo vulnerabilidade hídrica relevante que dialoga diretamente com os baixos índices de cobertura de água e as elevadas perdas na rede. Para os gestores, a combinação de baixa cobertura sanitária, alta perda hídrica, precariedade na destinação de resíduos e histórico de eventos extremos aponta a necessidade prioritária de investimento em infraestrutura de água e resíduos, com potencial de reduzir simultaneamente vulnerabilidades sociais e emissões associadas ao setor de resíduos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
44.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
35.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
55.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
34.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2012
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
40 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
40 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
63.351 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.902 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.282 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
