PassosMG
116.530 habitantes · IBGE 3147907
Resumo socioambiental
Passos/MG apresenta desempenho de saneamento consistentemente superior aos parâmetros nacionais, com 96,0% de cobertura de água e 95,5% de coleta de esgoto em 2024, ambos muito acima das medianas do Brasil (73,2% e 59,9%, respectivamente) e posicionando o município nos percentis 87 e 91 do ranking nacional. O tratamento de esgoto, embora ainda incompleto, evoluiu de forma expressiva: de 21,3% em 2010 para 52,7% em 2024 (alta de 147,8% no período), superando a mediana nacional (33,3%) e a média mineira (44,6%). Chama atenção, porém, que essa evolução decorre de apenas 1 ETE registrada no município (dado de 2020), sugerindo concentração operacional que merece monitoramento quanto à resiliência do sistema.
A perda de água na distribuição é o ponto de atenção mais relevante em saneamento: 28,2% em 2024, praticamente na mediana nacional (29,1%), mas com trajetória histórica errática, tendo atingido 33,8% em 2018 e 33,2% em 2023. Essa oscilação indica ineficiência operacional persistente, que pode pressionar custos e limitar ganhos adicionais de cobertura. Em contrapartida, os indicadores domiciliares do Censo reforçam o quadro positivo: 95,0% dos domicílios com coleta de resíduos (2022) e apenas 1,9% com destino inadequado, muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e da mineira (7,4%), colocando Passos no percentil 11 (quanto menor, melhor) desse indicador.
O quadro de emissões é o mais preocupante do dossiê. As emissões totais de GEE saltaram de 863.796 tCO₂e (2023) para 1.011.619 tCO₂e em 2024, alta de 21,0% em um único ano, colocando o município no percentil 90 nacional — muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). Esse salto é impulsionado tanto pelo setor de energia (+22,2%, atingindo 223.065 tCO₂e) quanto por resíduos (+49,1% em relação a 2023, chegando a 55.903 tCO₂e), o que é coerente com apenas 1 unidade de destinação de resíduos registrada no município (percentil 69 nacional) — uma estrutura potencialmente insuficiente para o porte populacional. A relação entre a alta cobertura de coleta e o crescimento das emissões de resíduos sugere que o desafio não é mais o acesso ao serviço, mas a forma de destinação final, com possível gargalo em tratamento e valorização energética dos rejeitos.
Do ponto de vista energético renovável, o município conta com potência instalada estável em hidráulica (15 MW desde 2010) e biomassa (15 MW em 2024), ambas acima das medianas nacionais, o que representa um ativo positivo frente à transição energética, mas não compensa o crescimento das emissões totais. Não há registros de eventos hidrológicos extremos recentes além de uma cheia isolada em 2016, indicando estabilidade nesse aspecto, porém a defasagem desses dados (apenas até 2016) limita a análise de riscos climáticos atuais. Em síntese, Passos apresenta infraestrutura de saneamento robusta e superior à média nacional, mas exige atenção prioritária à gestão
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
95.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
52.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
28.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
30 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
15 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.011.619 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
55.903 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
223.065 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
