Pau BrasilBA

9.584 habitantes · IBGE 2923902

IA

Resumo socioambiental

Pau Brasil/BA apresenta situação socioambiental preocupante no saneamento básico, com destaque negativo para o tratamento de esgoto, que permanece em 0,0% desde 2014, contra mediana nacional de 37,7% e mediana estadual de 53,1% em 2022 — posicionando o município no percentil 25 do país. A cobertura de água também recuou: caiu de 79,5% (2019) para 67,8%, patamar mantido desde 2020, abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem distante da média baiana (80,7%). Esse retrocesso é acompanhado por aumento da perda de água na distribuição, que subiu de 14,4% (2021) para 18,3% (2022), variação de +22,4% em um ano — embora ainda abaixo da mediana nacional (29,9%), a tendência de piora contrasta com o histórico mais controlado da década anterior.

O quadro de destinação de resíduos domiciliares é o ponto mais crítico: 30,4% dos domicílios têm destino inadequado em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e quase o dobro da mediana estadual (17,1%), colocando o município no percentil 75 (pior situação relativa). A cobertura de coleta domiciliar também é inferior à mediana nacional (69,5% ante 76,9%), embora esteja próxima da média baiana (69,0%). Essa deficiência estrutural em resíduos sólidos ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 4.072 para 4.499 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+10,5% na última variação), ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

As emissões totais de GEE do município saltaram para 249.953 tCO₂e em 2024, alta de 28,3% frente a 2023, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando Pau Brasil no percentil 66. Chama atenção o crescimento expressivo das emissões de energia, que passaram de 1.302 tCO₂e (2010) para 5.697 tCO₂e (2024) — alta acumulada de 337,6%, embora ainda distante da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Os registros hidrológicos são limitados (uma ocorrência de cheia em 2016, sem registros de seca), insuficientes para avaliar tendências recentes de eventos extremos.

Em síntese, o município combina estagnação ou retrocesso nos indicadores de saneamento — especialmente ausência total de tratamento de esgoto e alta proporção de destinação inadequada de resíduos — com trajetória crescente de emissões, tanto de resíduos quanto de energia. A convergência entre baixa cobertura de infraestrutura sanitária e aumento de emissões sugere que investimentos em saneamento e gestão de resíduos são prioritários tanto para a qualidade de vida da população quanto para conter a trajetória de emissões do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

67.4%

2024

42
9.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

26.1%

2024

20
73.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

15.8%

2024

85
17.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

69.5%

2022

38
1.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.4%

2022

25
3.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

249.953 tCO₂e

2024

34
28.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.499 tCO₂e

2024

62
10.5% no período

Emissões de energia

SEEG

5.697 tCO₂e

2024

77
337.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.