Pau D'Arco do PiauíPI

3.972 habitantes · IBGE 2207793

IA

Resumo socioambiental

Pau D'Arco do Piauí apresenta em 2022 quadro sanitário crítico: apenas 11,3% dos domicílios possuem coleta de resíduos, valor muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (70,4%), posicionando o município no percentil 1 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. Como consequência direta, o destino inadequado de resíduos atinge 77,1% dos domicílios, muito superior à mediana nacional (14,9%) e ao Piauí (26,3%), colocando o município no percentil 100 (pior situação possível). Apesar da leve melhora desde 2010 (quando a coleta era de apenas 0,3% e o destino inadequado chegava a 99,7%), o ritmo de avanço é insuficiente para aproximar o município dos padrões nacionais.

Esse déficit estrutural de gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor: as emissões de resíduos somaram 2.095 tCO₂e em 2024, com crescimento de 27,2% desde 2010, ainda que abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), situando o município no percentil 13. Já as emissões totais de GEE alcançaram 125.067 tCO₂e em 2024, alta de 31,2% em relação a 2010, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 47 — um patamar mediano, mas volátil ao longo da série, com picos em 2011, 2019 e 2020. Em contraste, as emissões de energia caíram expressivamente, de 3.476 tCO₂e (2010) para 183 tCO₂e (2024), retração de 94,7%, mantendo o município no percentil 1 nacional, o que indica baixíssima dependência de fontes emissoras nesse setor.

Quanto a eventos hidrológicos, não houve registros de cheia em 2016 (percentil 53, alinhado à mediana nacional), mas foram identificados 6 registros de seca no mesmo ano, acima da mediana nacional (0), posicionando o município no percentil 79 — indicando maior exposição a estiagens que a média do país. Combinado ao baixo investimento em saneamento, esse cenário sugere que os desafios climáticos futuros podem ser agravados pela fragilidade da infraestrutura sanitária, exigindo priorização de políticas públicas de coleta e destinação adequada de resíduos como medida estruturante tanto ambiental quanto socialmente.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

11.3%

2022

1
3803.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

77.1%

2022

0
22.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

125.067 tCO₂e

2024

53
31.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.095 tCO₂e

2024

87
27.2% no período

Emissões de energia

SEEG

183 tCO₂e

2024

99
94.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.