PaulistaPB

12.160 habitantes · IBGE 2510907

IA

Resumo socioambiental

Paulista/PB apresenta quadro de saneamento crítico e abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 45,9% em 2024, muito inferior à mediana nacional de 73,2% e ao percentil 17, indicando que a maior parte dos domicílios ainda não é atendida pela rede formal. Chama atenção a trajetória recente: após pico de 53,4% em 2020, o indicador vem recuando, com queda acumulada desde 2022. A perda de água também é elevada, em 41,5% (2024), próxima da média estadual (41,7%) mas bem acima da mediana nacional (29,1%), o que sugere ineficiência operacional que compromete o próprio avanço da cobertura.

O esgotamento sanitário é o ponto mais grave do dossiê. Embora a coleta de esgoto tenha alcançado 70,6% em 2016 (acima da mediana nacional de 59,9%), o tratamento é 0,0% desde então, ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento — situação incompatível com a mediana nacional de 33,3% e com o patamar estadual de 47,7%. Essa lacuna se reflete nos dados do Censo: apenas 45,4% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), com queda de 9% desde 2010, e 40,0% têm destino inadequado de dejetos, quatro vezes acima da mediana nacional (14,9%) e no percentil 86, entre os piores do país.

No aspecto climático, as emissões totais de GEE somaram 98.689 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas em trajetória de alta (+19,1% na série). O destaque negativo é o setor de resíduos, cujas emissões saltaram 142,7% desde 2010, chegando a 13.195 tCO₂e — mais que o dobro da mediana nacional e no percentil 74. Esse salto é coerente com a ausência de tratamento de esgoto e com a alta proporção de destino inadequado de dejetos, evidenciando que a lacuna de saneamento tem custo direto em emissões.

Por fim, os registros hidrológicos mostram ausência de cheias em 2016, mas 13 registros de seca no mesmo ano, no percentil 92 nacional, sinalizando vulnerabilidade hídrica que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto. Em conjunto, os indicadores apontam para um município com déficit estrutural de saneamento, pressão crescente sobre emissões de resíduos e necessidade prioritária de retomada de investimentos em tratamento de esgoto e redução de perdas de água.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

45.9%

2024

17
22.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

70.6%

2016

16.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2016

Perda de água

SNIS/SINISA

41.5%

2024

26
20.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

45.4%

2022

11
9.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

40.0%

2022

14
20.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

98.689 tCO₂e

2024

60
19.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

13.195 tCO₂e

2024

26
142.7% no período

Emissões de energia

SEEG

15.258 tCO₂e

2024

54
87.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.