Paulo JacintoAL
6.697 habitantes · IBGE 2706604
Resumo socioambiental
Paulo Jacinto/AL apresenta quadro de saneamento básico ainda frágil, com destaque positivo apenas na cobertura de água, que saltou para 80,9% em 2022 (alta de 23,3% desde 2008), superando a mediana nacional (76,5%) e ficando próxima da média estadual (76,9%), no percentil 57. Já a coleta de esgoto permanece crítica, em 33,1% (2021), muito abaixo da mediana nacional (87,8%), embora acima da média de Alagoas (30,1%), o que posiciona o município no percentil 18 — evidenciando que, apesar de superar o entorno estadual, o déficit em relação ao país é severo. O tratamento de esgoto, em 17,7% (2022), também está aquém da mediana nacional (37,7%) e da UF (26,3%), com apenas uma ETE registrada no município (2020), sinalizando capacidade operacional limitada frente à baixa coleta.
A perda de água na distribuição, de 38,1% (2022), mostra melhora expressiva (-30% desde 2008), mas ainda supera a mediana nacional (29,9%), embora seja inferior à média estadual (43,9%). Esse dado é relevante quando cruzado com a expansão da cobertura de água: o crescimento do atendimento não foi acompanhado de eficiência plena na rede, o que pode pressionar custos operacionais futuros. Do lado dos domicílios, a coleta de resíduos atingiu 83,2% (2022), acima da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 13,4%, valor próximo da média estadual (13,0%) e da mediana nacional (14,9%), indicando avanço consistente na gestão de resíduos sólidos.
Em emissões de GEE, o município registrou 44.297 tCO₂e em 2024, com queda de 37,1% desde 2010, ficando bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 18 — perfil compatível com pequeno porte populacional. As emissões de resíduos, de 3.609 tCO₂e, guardam coerência com a melhoria observada no destino inadequado de domicílios, mostrando tendência de queda recente (-12,8% frente ao pico de 2018). Por outro lado, as emissões de energia dispararam +126,1% desde 2010, chegando a 3.954 tCO₂e em 2024, tendência que merece monitoramento, ainda que o valor absoluto permaneça baixo frente à mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Por fim, o índice de segurança hídrica do município, de 2,0 (2035), está abaixo da mediana nacional (4,0) e da média estadual (2,961), no percentil 14, sinalizando vulnerabilidade estrutural para o abastecimento futuro. Combinado aos registros históricos de cheia e seca (ambos em 2016), esse cenário reforça a necessidade de investimentos articulados em infraestrutura hídrica e saneamento, especialmente na ampliação do tratamento de esgoto, para consolidar os avanços já obtidos na cobertura de água e gestão de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.1%
2023
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
22.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
26.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
56.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
83.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
44.297 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.609 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.954 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
