Paulo LopesSC

9.661 habitantes · IBGE 4212304

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Resumo socioambiental

Paulo Lopes/SC apresenta cobertura de água de 60,3% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (86,8%), posicionando o município no percentil 32. Chama atenção a trajetória recente: após atingir 76,0% em 2021, o indicador recuou para 65,8% (2022), 71,7% (2023) e caiu novamente para 60,3% (2024), revertendo parte do avanço de longo prazo (+131,0% desde 2010). A perda de água, de 29,8% em 2024, está próxima da mediana nacional (29,1%) e abaixo da UF (32,3%), mas a queda observada na cobertura no mesmo período em que a perda também recuou sugere possível alteração na base de atendimento ou na metodologia de aferição, o que merece verificação junto ao operador do sistema.

No saneamento domiciliar, o quadro é mais favorável: 83,8% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), acima da mediana nacional (76,9%), embora com queda frente aos 97,2% de 2010. O destino inadequado de dejetos é baixo, 1,9% em 2022, bem inferior à mediana do país (14,9%) e à média estadual (3,2%), colocando o município no percentil 11 (melhores condições). Essa relativa solidez no esgotamento, contudo, contrasta com o crescimento das emissões de resíduos, que passaram de 3.132 tCO₂e (2010) para 4.289 tCO₂e (2024), alta de 37,0%, embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O destaque mais crítico do dossiê é o setor energético: as emissões de energia saltaram de 35.581 tCO₂e (2010) para 129.377 tCO₂e (2024), variação de +263,6%, situando o município no percentil 85 nacional — muito acima da mediana do país (18.929 tCO₂e). Esse crescimento também elevou as emissões totais de GEE para 112.466 tCO₂e em 2024 (+65,1% desde 2010), embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). A tendência de alta nos últimos três anos (2022 a 2024) indica que o setor energético tem sido o principal vetor de pressão climática local, superando resíduos como fonte de emissões.

Quanto a eventos hidrológicos, o único registro disponível (2016) indica 2 ocorrências de cheia, acima da mediana nacional (0) naquele ano, sem registros de seca. A ausência de série histórica mais recente limita a análise de tendência, mas, combinada à oscilação na cobertura de água, reforça a necessidade de monitoramento contínuo da infraestrutura hídrica do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.3%

2024

32
131.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

29.8%

2024

48
22.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.8%

2022

64
13.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.9%

2022

89
34.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

112.466 tCO₂e

2024

56
65.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.289 tCO₂e

2024

63
37.0% no período

Emissões de energia

SEEG

129.377 tCO₂e

2024

15
263.6% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.