PaveramaRS

8.146 habitantes · IBGE 4314159

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Resumo socioambiental

Paverama apresenta um quadro saneamento fortemente deficitário no quesito abastecimento de água, com cobertura de apenas 24,0% em 2022 — muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Sul (88,1%), posicionando o município no percentil 4, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Mesmo com uma alta relativa de +14,5% desde 2008, o patamar permanece crítico. Some-se a isso uma perda de água de 36,2% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e próxima à média estadual (36,5%), evidenciando ineficiência na distribuição que agrava ainda mais a baixa cobertura — ou seja, o pouco que é captado ainda se perde significativamente na rede.

No esgotamento sanitário, o último dado disponível (2012) indica cobertura de coleta de 72,8%, abaixo da mediana nacional de 2021 (87,8%), mas superior à média gaúcha (49,5%). Por outro lado, o tratamento de esgoto é 0,0%, situação preocupante frente à mediana nacional de 37,7% e à média estadual de 30,8%. A ausência de tratamento, associada à falta de atualização dos dados há mais de uma década, sugere lacuna relevante de monitoramento e investimento no setor, mesmo havendo sinais positivos em outros indicadores de saneamento domiciliar: a coleta de resíduos sólidos alcançou 85,5% dos domicílios em 2022 (percentil 67, acima da mediana nacional de 76,9%) e o destino inadequado de resíduos caiu para 4,0%, uma redução expressiva de -68,7% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e em linha com a média estadual (4,5%).

Em termos climáticos, as emissões totais de GEE somaram 111.278 tCO₂e em 2024, com queda de -30,4% desde 2010, situando o município próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 44). Contudo, chama atenção o crescimento das emissões de energia (+38,9%, para 20.234 tCO₂e) e de resíduos (+41,7%, para 4.335 tCO₂e) na série histórica, ainda que esta última permaneça abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). O aumento das emissões de resíduos, combinado à ausência de tratamento de esgoto, reforça a necessidade de atenção à gestão de efluentes e rejeitos como fonte crescente de impacto ambiental local.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados de 2016 apontam ausência de registros de cheia e 3 registros de seca observada, cenário compatível com a mediana nacional para cheias, mas a desatualização desses indicadores — assim como os de esgotamento sanitário — limita a capacidade de avaliação de riscos atuais, sendo recomendável a atualização das séries para subsidiar decisões de gestores locais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

24.2%

2024

4
24.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

72.8%

2012

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2012

Perda de água

SNIS/SINISA

40.6%

2024

27
15.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.5%

2022

67
1.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.0%

2022

79
68.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

111.278 tCO₂e

2024

56
30.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.335 tCO₂e

2024

63
41.7% no período

Emissões de energia

SEEG

20.234 tCO₂e

2024

49
38.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.