Pé de SerraBA

13.675 habitantes · IBGE 2924058

IA

Resumo socioambiental

Pé de Serra apresenta um quadro de saneamento básico preocupante, com defasagem expressiva em relação aos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 59,3% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média da Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 29 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. Mais grave ainda é a ausência completa de coleta e tratamento de esgoto, ambas em 0,0% desde o último dado disponível (2016), enquanto a mediana nacional já alcança 87,8% de coleta e 37,7% de tratamento. Essa lacuna sanitária se reflete no indicador de destino inadequado de domicílios, que embora tenha caído de 41,9% (2010) para 29,2% (2022), ainda é quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e supera a média estadual (17,1%), colocando o município no percentil 73 (pior situação relativa).

A perda de água na distribuição também é crítica: saltou de patamares baixos (6,6% em 2012) para 30,9% em 2022, um aumento de 68,5% no período recente, superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se do valor da Bahia (35,0%). Esse cenário sugere deficiências de infraestrutura e gestão operacional do sistema de abastecimento, que convivem com estagnação na cobertura de água nos últimos anos (de 67,0% em 2018 para 59,3% em 2022).

No eixo de emissões, o município mantém-se em posição relativamente favorável frente ao Brasil: as emissões totais de GEE somaram 110.605 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 44. As emissões de energia (9.869 tCO₂e) também ficaram abaixo da mediana (18.929 tCO₂e, percentil 35), mas cresceram 38,3% desde 2010, indicando tendência de alta. Já as emissões de resíduos somaram 6.134 tCO₂e em 2024, praticamente na mediana nacional (6.191 tCO₂e), com crescimento constante de 45,4% desde 2010 — trajetória coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a persistência de destinação inadequada de resíduos domiciliares, reforçando a necessidade de investimentos articulados em saneamento para conter tanto os passivos sanitários quanto as emissões associadas.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos disponíveis (2016) mostram ausência de cheias registradas, mas 8 ocorrências de seca observada, sinalizando vulnerabilidade hídrica que, combinada às perdas elevadas de água e à baixa cobertura de abastecimento, exige atenção prioritária dos gestores locais para garantir segurança hídrica e sanitária à população.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

79.8%

2024

60
30.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2016

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2016

Perda de água

SNIS/SINISA

32.6%

2024

42
222.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.2%

2022

39
20.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

29.2%

2022

27
30.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

110.605 tCO₂e

2024

56
9.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.134 tCO₂e

2024

51
45.4% no período

Emissões de energia

SEEG

9.869 tCO₂e

2024

65
38.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.