Pedra AzulMG

24.999 habitantes · IBGE 3148707

IA

Resumo socioambiental

Pedra Azul/MG apresenta quadro saneamento-emissões misto, com avanços pontuais em tratamento de esgoto e retrocessos em cobertura de água. A cobertura de água caiu para 71,9% em 2022, queda de 19,2% desde 2008, ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), no percentil 44. A coleta de esgoto também recuou para 76,5% em 2021 (-14,0%), abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%). Em contrapartida, o tratamento de esgoto evoluiu para 73,9% em 2022, superando com folga a mediana nacional (37,7%) e a mineira (44,5%), posicionando o município no percentil 72 — um resultado positivo, ainda que sustentado por apenas 1 ETE em operação (2020), igual à mediana nacional mas muito distante das 399 unidades da UF.

A perda de água na distribuição permanece elevada, em 33,5% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e próxima do teto estadual (35,0%), no percentil 59 — indicando ineficiência operacional que pressiona a cobertura mesmo com investimento em tratamento. No lado dos domicílios, o quadro é mais favorável: a coleta domiciliar subiu para 89,7% em 2022 (+7,6% desde 2010), superando mediana nacional e UF, enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 10,1% (-39,6%), ainda acima da média mineira (7,4%), mas já abaixo da mediana nacional (14,9%).

As emissões de GEE do município saltaram para 533.064 tCO₂e em 2024, alta de 111,2% em relação a 2010, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 81 — situação preocupante mesmo considerando a base municipal pequena frente ao total estadual. As emissões de resíduos também cresceram (10.143 tCO₂e, +30,3%), coerentes com a persistência de destinação inadequada de parte dos domicílios, e superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e). As emissões de energia subiram de forma mais moderada (21.568 tCO₂e, +15,6%), próximas da mediana nacional, enquanto a capacidade de biomassa instalada permanece estagnada em 4 MW desde 2012, abaixo da mediana nacional (5 MW).

Em síntese, o município combina infraestrutura de tratamento de esgoto relativamente robusta com deterioração da cobertura de água e perdas elevadas na distribuição, além de trajetória de emissões crescente que destoa do padrão nacional. A ausência de registros de cheia frente a 11 registros de seca observada em 2016 sugere maior vulnerabilidade hídrica, reforçando a urgência de investimentos em redução de perdas e ampliação da cobertura de água e esgoto.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

70.1%

2024

46
20.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

68.2%

2024

58
23.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

76.6%

2024

83

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.2%

2024

45
0.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.7%

2022

77
7.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.1%

2022

61
39.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

533.064 tCO₂e

2024

19
111.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.143 tCO₂e

2024

33
30.3% no período

Emissões de energia

SEEG

21.568 tCO₂e

2024

47
15.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.