Pedra BelaSP

6.718 habitantes · IBGE 3536802

IA

Resumo socioambiental

Pedra Bela/SP apresenta o principal alerta socioambiental no abastecimento de água: a cobertura caiu para 20,0% em 2022, uma queda de -11,5% frente à série histórica e uma ruptura clara em relação à trajetória de crescimento observada entre 2008 e 2021 (que chegou a 28,3%). Esse patamar coloca o município no percentil 3 nacional, muito abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e da média estadual de São Paulo (95,2%), configurando uma situação atípica e preocupante para um estado com cobertura quase universal.

Em contrapartida, o saneamento de esgoto mostra evolução positiva: a coleta atingiu 90,8% em 2021, acima da mediana nacional (87,8%) e próxima do patamar paulista (94,6%), posicionando o município no percentil 53. O avanço mais expressivo ocorreu no tratamento, que saiu de 0% histórico para 52,5% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%), embora ainda distante da média de SP (69,6%). Chama atenção, contudo, o aumento acentuado da perda de água na distribuição, que saltou de 9,6% (2018) para 25,3% em 2022 (+154,1% no período), o que pode estar associado à mesma deterioração operacional que afetou a cobertura de abastecimento — ainda que o índice permaneça abaixo da mediana nacional (29,9%) e estadual (32,1%).

No eixo de resíduos sólidos, o quadro é mais favorável: o destino inadequado de domicílios caiu para 1,9% em 2022 (percentil 11, bem abaixo da mediana nacional de 14,9%), embora a coleta domiciliar tenha recuado de 96,1% (2010) para 73,9% (2022), sinalizando possível perda de regularidade no atendimento mesmo com baixo descarte inadequado. Essa contenção nos resíduos se reflete nas emissões do setor, estáveis em torno de 3.730 tCO₂e (2024, percentil 32, abaixo da mediana nacional de 6.191 tCO₂e).

Em termos climáticos, as emissões totais de GEE recuaram para 53.886 tCO₂e em 2024 (-12,3% frente à série, percentil 23, bem abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e), impulsionadas por reduções em fontes diversas. Entretanto, as emissões de energia mais que dobraram no período, atingindo 19.095 tCO₂e (+129,8%), alcançando o percentil 50 nacional e sinalizando pressão crescente desse setor sobre o balanço de emissões do município. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA (2016), mas a base de dados é antiga e não permite avaliar riscos hidrológicos recentes, o que reforça a necessidade de monitoramento mais atualizado, sobretudo diante da fragilidade já identificada no abastecimento de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

24.8%

2024

5
8.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

21.4%

2024

16
75.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

61.6%

2024

70

Perda de água

SNIS/SINISA

3.3%

2024

99
78.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.9%

2022

45
23.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.9%

2022

89
51.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

53.886 tCO₂e

2024

77
12.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.730 tCO₂e

2024

68
2.9% no período

Emissões de energia

SEEG

19.095 tCO₂e

2024

50
129.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.