Pedra BrancaCE

42.257 habitantes · IBGE 2310506

IA

Resumo socioambiental

Pedra Branca/CE apresenta quadro de saneamento crítico e abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu apenas 53,0% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média cearense (69,9%), posicionando o município no percentil 23. O tratamento de esgoto é praticamente inexistente, com 0,9% em 2022, contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 35,3%. A perda de água, embora ainda inferior à mediana nacional (29,9%) e estadual (38,5%), saltou 59,9% entre os últimos registros, chegando a 17,9% em 2022 — um retrocesso expressivo frente aos baixos níveis observados entre 2012 e 2019, que indicavam boa eficiência operacional na rede.

A precariedade sanitária se reflete diretamente na gestão de resíduos domiciliares: apenas 54,1% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (77,1%), enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 34,4% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e no percentil 80, evidenciando vulnerabilidade ambiental relevante. Essa fragilidade na gestão de resíduos é coerente com o aumento constante das emissões de resíduos, que cresceram 52,7% desde 2010 até 539.498... na verdade 23.914 tCO₂e em 2024, posicionando o município no percentil 86 nacional — um indicador preocupante para um município de porte médio.

As emissões totais de GEE somaram 539.498 tCO₂e em 2024, com queda de 3,4% frente ao pico de 657.026 tCO₂e em 2023, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 81. As emissões de energia também cresceram fortemente (+59,3%), atingindo 41.640 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Some-se a isso o histórico climático adverso registrado em 2016, com 26 eventos de seca (percentil 100 no Brasil) e 2 registros de cheia (percentil 87), reforçando a exposição do município a extremos hidrológicos.

Em síntese, Pedra Branca combina infraestrutura sanitária deficiente, retrocesso recente na eficiência da rede de água, trajetória crescente de emissões de resíduos e energia, e forte histórico de eventos climáticos extremos. A convergência desses fatores sugere a necessidade urgente de investimentos em saneamento básico e gestão de resíduos sólidos, tanto para reduzir passivos ambientais quanto para mitigar riscos à saúde pública e à resiliência climática local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.5%

2024

54
35.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

2.5%

2024

2
24.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

9.3%

2024

33
938.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.5%

2024

34
2.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

54.1%

2022

19
9.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.4%

2022

20
14.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

539.498 tCO₂e

2024

19
3.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

23.914 tCO₂e

2024

14
52.7% no período

Emissões de energia

SEEG

41.640 tCO₂e

2024

34
59.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

26

2016

0
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.