Pedra LavradaPB
6.998 habitantes · IBGE 2511103
Resumo socioambiental
Pedra Lavrada/PB apresenta um quadro de saneamento básico bastante deficitário. A cobertura de água atingiu apenas 49,6% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 19 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Chama atenção que essa cobertura caiu -14,2% desde 2008, quando era de 57,9%, indicando retrocesso estrutural no acesso à água tratada. Já a coleta de esgoto, ao contrário, é um ponto forte: alcançou 100% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a UF (64,8%), colocando o município no percentil 100.
Essa aparente vantagem, no entanto, é neutralizada por um problema grave: o tratamento de esgoto caiu para 0% em 2022, após ter chegado a 45,7% em 2018. Isso significa que, embora o esgoto seja coletado, ele não recebe tratamento algum antes do descarte, contradizendo os dados de coleta domiciliar do Censo, que mostram apenas 46,0% dos domicílios atendidos em 2022 — muito aquém da mediana nacional (76,9%). Coerente com esse cenário, o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 53,2% das residências, mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e o percentil estadual (15,4%), situando o município no percentil 94, entre os piores do Brasil. A perda de água na distribuição, embora tenha oscilado historicamente, ficou em 26,0% em 2022, ligeiramente abaixo da mediana nacional (29,9%), sugerindo que a rede, apesar de pouco abrangente, não é a mais ineficiente do país.
No campo das emissões, o município é pequeno emissor em termos absolutos, mas mostra tendência preocupante de crescimento. As emissões totais de GEE saltaram para 20.336 tCO₂e em 2024, mais que dobrando (+109,8%) desde 2010, embora ainda estejam muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 8. As emissões de resíduos, que guardam relação direta com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, cresceram +29,2% desde 2010, chegando a 3.950 tCO₂e em 2024 — ainda inferior à mediana nacional, mas em trajetória constante de alta, refletindo o adensamento populacional sem investimento equivalente em infraestrutura sanitária.
Em síntese, Pedra Lavrada enfrenta um desafio estrutural de saneamento: a coleta de esgoto é formalmente universal, mas sem qualquer tratamento, e o acesso à água segue em declínio histórico. A combinação de baixa cobertura de água, ausência de tratamento de esgoto e alto índice de destino inadequado de resíduos exige atenção prioritária dos gestores, sobretudo porque os registros históricos de seca (19 ocorrências em 2016, no percentil 99 nacional) revelam vulnerabilidade hídrica que agrava ainda mais o quadro de insegurança no abastecimento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
38.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
45.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
39.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
46.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
53.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
20.336 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.950 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.316 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
19
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
