Pedra PretaRN

2.499 habitantes · IBGE 2409605

IA

Resumo socioambiental

Pedra Preta/RN apresenta quadro de saneamento básico crítico e substancialmente abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atende apenas 46,3% dos domicílios em 2022, muito aquém da mediana nacional (76,5%) e da média do Rio Grande do Norte (79,8%), posicionando o município no percentil 17 — ou seja, entre os piores do país. Chama atenção que a série histórica mostra oscilação relevante, com pico de 64,7% em 2018 seguido de retração, sinalizando descontinuidade na expansão da rede. Por outro lado, a perda de água no sistema de distribuição caiu expressivamente, de 62,7% em 2009 para 15,1% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (46,1%), o que indica ganho de eficiência operacional mesmo com baixa cobertura.

O cenário de esgotamento sanitário é o ponto mais grave do diagnóstico. Apenas 47,6% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), e o destino inadequado de dejetos atinge 52,0% dos domicílios — mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e quase seis vezes a média estadual (9,3%), colocando o município no percentil 94, entre os piores do Brasil. Essa lacuna estrutural em saneamento básico representa risco direto à saúde pública e à qualidade dos recursos hídricos locais, e contrasta com as emissões de resíduos relativamente estáveis e baixas (2.352 tCO₂e em 2024, percentil 17), sugerindo que o problema é mais de gestão de efluentes do que de geração de gases por decomposição de resíduos sólidos.

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE cresceram de forma acentuada, saindo de valores negativos (sequestro líquido) entre 2011 e 2015 para 56.046 tCO₂e em 2024, variação de +1050% desde 2010, embora ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e do percentil 24. O pico de 102.358 tCO₂e em 2023 seguido de queda em 2024 sugere forte influência de mudanças no uso do solo, já que as emissões de energia são praticamente nulas e as de resíduos permanecem estáveis. A capacidade eólica instalada estagnou em 29 MW desde 2023, abaixo da mediana nacional (126 MW), indicando ausência de expansão recente na matriz renovável local.

Os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram vulnerabilidade a episódios de seca, com 11 registros no ano, situando o município no percentil 88 nacional — um alerta relevante diante da baixa cobertura de água tratada. A combinação de infraestrutura hídrica insuficiente, saneamento precário e exposição a secas reforça a necessidade de priorizar investimentos em ampliação de redes de água e esgoto como medida estruturante, tanto para saúde pública quanto para resiliência climática do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

47.1%

2024

18
23.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.0%

2024

43
28.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

47.6%

2022

13
16.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

52.0%

2022

6
11.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

29 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

29 MW

2024

18
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

56.046 tCO₂e

2024

76
1050.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.352 tCO₂e

2024

83
0.1% no período

Emissões de energia

SEEG

0 tCO₂e

2024

99

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.