PedralvaMG
10.924 habitantes · IBGE 3149101
Resumo socioambiental
Pedralva/MG apresenta um quadro socioambiental misto, com fragilidade evidente no abastecimento de água e desempenho relativamente favorável em saneamento de esgoto e emissões. A cobertura de água chegou a apenas 48,5% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 18 — entre os piores do país nesse quesito. A série histórica mostra estagnação desde 2010, com queda de -12,8% em relação a 2008, sinalizando ausência de investimentos estruturantes na expansão da rede. A perda de água, de 29,9%, está no percentil 50 nacional, próxima da mediana do país, mas ainda representa quase um terço do volume produzido sendo desperdiçado — o que, somado à baixa cobertura, aponta para ineficiência sistêmica na gestão hídrica.
Em contraste, os indicadores de esgotamento sanitário são mais positivos. A coleta de esgoto atingiu 89,7% em 2021 (percentil 51), e o tratamento chegou a 69,9% em 2022, valor quase o dobro da mediana nacional (37,7%) e superior à média de MG (44,5%), colocando o município no percentil 69. Essa combinação de alta cobertura com tratamento robusto explica em parte a baixa proporção de destino inadequado de dejetos domiciliares, que caiu de 13,7% (2010) para 4,1% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%). Contudo, chama atenção a existência de apenas 1 ETE no município, o que exige atenção quanto à capacidade operacional frente ao crescimento populacional.
No âmbito climático, as emissões totais de GEE caíram de forma expressiva, de 154.698 tCO₂e (2010) para 64.130 tCO₂e (2024), redução de -58,5%, com percentil 27 — abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), indicando pegada de carbono relativamente baixa. As emissões de resíduos também recuaram (-13,0%, para 4.854 tCO₂e), coerente com a melhoria no tratamento de esgoto e na destinação domiciliar adequada. Já as emissões de energia romperam a tendência de queda, subindo +15,4% desde 2010 para 10.898 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e) — um ponto de atenção para o planejamento energético futuro.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a ausência de dados mais recentes limita a avaliação de riscos hidroclimáticos atuais. Em síntese, Pedralva combina um sistema de esgotamento sanitário e uma trajetória de emissões relativamente favoráveis com uma lacuna crítica no abastecimento de água, que deve ser prioridade de investimento para gestores locais, dado o baixo percentil nacional e a estagnação de mais de uma década nesse indicador.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
54.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
47.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
54.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
64.130 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.854 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.898 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
