Pedras de FogoPB
31.152 habitantes · IBGE 2511202
Resumo socioambiental
Pedras de Fogo/PB apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 28,6% em 2024, recuando 16,6% em relação a anos anteriores e situando o município no percentil 6 do país — bem distante da mediana nacional de 73,2% e da média estadual de 59,5%. A coleta de esgoto é ainda mais grave, com 2,9% em 2024 (percentil 3), praticamente estagnada desde a queda abrupta observada entre 2019 (13,8%) e 2020. O tratamento de esgoto, em 8,9%, também está muito abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (47,7%), evidenciando que a fração mínima de esgoto coletado tampouco recebe tratamento adequado.
A perda de água na distribuição, de 46,9% em 2024, é significativamente superior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (41,7%), posicionando o município no percentil 80 (quanto maior, piso o resultado) — um problema de eficiência operacional que compromete ainda mais a já baixa cobertura hídrica. Esse cenário se reflete no dado censitário de destinação inadequada de resíduos domiciliares, em 26,5% (2022), quase o dobro da mediana nacional (14,9%), embora tenha melhorado 16,3% desde 2010. A infraestrutura de destinação final permanece limitada a apenas 1 unidade cadastrada, mesmo padrão da mediana nacional, mas distante da média estadual de 4 unidades.
No eixo de emissões, o município soma 147.228 tCO₂e em 2024, com alta de 27,5% no período, ficando próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e), porém com destaque preocupante nas emissões de resíduos, que mais que dobraram (+104,1%) desde 2010, atingindo 13.182 tCO₂e — acima do dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 74. Esse crescimento é coerente com a fragilidade do saneamento: a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, associada à destinação inadequada de resíduos, tende a intensificar as emissões do setor. As emissões de energia também cresceram 30,5%, chegando a 51.815 tCO₂e, quase três vezes a mediana nacional.
Como ponto positivo, o município mantém capacidade instalada de biomassa estável em 30 MW desde 2010, superando a mediana nacional (5 MW) e situando-se no percentil 79. Contudo, esse ativo energético não tem sido acompanhado por investimentos equivalentes em saneamento, o que sugere a necessidade urgente de priorização de recursos para ampliação da cobertura de água e esgoto, redução de perdas na distribuição e fortalecimento da gestão de resíduos sólidos, de modo a reverter a trajetória de deterioração observada na última década.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
28.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
2.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
8.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
46.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
26.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
30 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
147.228 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.182 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
51.815 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
