Pedras de Maria da CruzMG

10.619 habitantes · IBGE 3149150

IA

Resumo socioambiental

Pedras de Maria da Cruz/MG apresenta indicadores de saneamento consistentemente abaixo dos parâmetros nacionais e estaduais, configurando um quadro de vulnerabilidade estrutural. A cobertura de água atingiu 59,9% em 2024, recuando 1,4% no último ano e situando o município no percentil 32 nacional, bem abaixo da mediana do Brasil (73,2%) e distante da média mineira (83,3%). A coleta de esgoto, embora tenha crescido expressivamente desde 2017 (+296,9%), chegou a apenas 20,7% em 2024 — percentil 15, o mais crítico entre os indicadores analisados. O tratamento de esgoto, por sua vez, evoluiu de forma acentuada (+1116,3% desde 2017) até 24,7%, aproximando-se da mediana nacional (33,3%) e ocupando posição intermediária (percentil 45), o que sugere que os investimentos recentes em tratamento não foram acompanhados por expansão equivalente na rede coletora.

Essa defasagem entre coleta e tratamento se reflete nos dados censitários: em 2022, 37,4% dos domicílios ainda tinham destino inadequado de resíduos, quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e cinco vezes o índice mineiro (7,4%), posicionando o município no percentil 83 — entre os piores do país nesse quesito, apesar de melhora de 21,5% desde 2010. A perda de água na distribuição, embora tenha caído para 20,4% em 2024 (redução de 45,6% frente ao início da série), ainda representa ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento, mesmo estando abaixo da mediana nacional (29,1%).

No aspecto climático, as emissões totais de GEE somaram 184.508 tCO₂e em 2024, alta de 49,4% em um ano e acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 58. As emissões de resíduos, coerentes com o quadro sanitário deficiente, cresceram 16,3% e alcançaram 5.404 tCO₂e, próximas da mediana nacional. Já as emissões de energia (6.557 tCO₂e) permanecem bem abaixo da mediana do país, indicando que a pressão climática municipal está mais associada a uso da terra e resíduos do que à matriz energética.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 revelam exposição a eventos extremos: 3 registros de cheia e 14 de seca, ambos no percentil 93 nacional, sinalizando alta vulnerabilidade climática combinada com infraestrutura de saneamento frágil. A combinação entre baixa cobertura de esgoto, destino inadequado de resíduos ainda elevado e histórico de eventos extremos reforça a necessidade de priorizar investimentos na ampliação da rede coletora e no manejo de resíduos sólidos como estratégia integrada de mitigação socioambiental.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.9%

2024

32
1.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

20.7%

2024

15
296.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

24.7%

2024

45
1116.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

20.4%

2024

74
45.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

61.9%

2022

28
18.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

37.4%

2022

17
21.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

184.508 tCO₂e

2024

42
49.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.404 tCO₂e

2024

55
16.3% no período

Emissões de energia

SEEG

6.557 tCO₂e

2024

74
24.9% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.