PedreirasMA

38.267 habitantes · IBGE 2108207

IA

Resumo socioambiental

Pedreiras/MA apresenta um quadro de saneamento básico marcado por deficiências estruturais no esgotamento sanitário, enquanto o abastecimento de água, apesar de instável, mantém-se em patamar relativamente melhor. A cobertura de água atingiu 82,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e do estado do Maranhão (59,6%), posicionando o município no percentil 59. Contudo, a perda de água no sistema é crítica: 70,3% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à própria média estadual (56,3%), colocando Pedreiras no percentil 97 — ou seja, entre os piores do país nesse indicador, o que indica ineficiência operacional relevante mesmo com boa cobertura nominal.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do diagnóstico. A coleta de esgoto está em apenas 20,2% (2021), muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e da mediana estadual (33,9%), no percentil 12. Mais grave ainda, o tratamento de esgoto é 0,0% desde ao menos 2020, enquanto a mediana nacional chega a 37,7%. Essa ausência total de tratamento tem relação direta com as emissões de resíduos, que cresceram 7,6% entre 2023 e 2024, atingindo 18.979 tCO₂e — valor mais que o triplo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 82. Por outro lado, os dados censitários mostram avanço na gestão de resíduos sólidos domiciliares: a coleta domiciliar subiu para 81,7% em 2022 (acima da mediana nacional de 76,9%) e o destino inadequado caiu de 19,5% para 8,0% entre 2010 e 2022, uma redução de 59,3%, situando o município no percentil 34 (favorável).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 203.582 tCO₂e em 2024, alta de 50,8% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 61. As emissões de energia também cresceram significativamente (+26,0% na década), refletindo pressão sobre a matriz local. Registros de cheias em 2016 (3 ocorrências) colocam Pedreiras no percentil 93 nacional, indicando vulnerabilidade a eventos hidrológicos extremos, embora sem registros de seca no mesmo período.

Em síntese, o município combina avanços recentes na gestão de resíduos sólidos domiciliares com uma lacuna estrutural grave em esgotamento sanitário — ausência total de tratamento — que se conecta diretamente ao aumento das emissões de resíduos e à vulnerabilidade a eventos de cheia. A alta perda de água no sistema de abastecimento, mesmo com cobertura acima da mediana nacional, sugere necessidade urgente de investimento em infraestrutura de distribuição e em estações de tratamento de esgoto, prioridades que devem orientar as próximas ações de gestão ambiental e sanitária do município.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.1%

2024

62
2.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

20.2%

2021

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

68.5%

2024

6
5.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.7%

2022

59
1.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.0%

2022

66
59.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

203.582 tCO₂e

2024

39
50.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

18.979 tCO₂e

2024

18
7.6% no período

Emissões de energia

SEEG

46.018 tCO₂e

2024

32
26.0% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.