Pedro do RosárioMA
24.917 habitantes · IBGE 2108256
Resumo socioambiental
Pedro do Rosário/MA apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho relativamente favorável em abastecimento de água, mas déficit crítico em saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 94,6% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e do estado (59,6%), posicionando o município no percentil 77. As perdas de água também vêm caindo consistentemente, de 30,0% (2020) para 20,0% (2022), redução de 33,3% no período e melhor que a mediana nacional (29,9%) e muito superior à média estadual (56,3%, percentil 24). Esses avanços indicam gestão relativamente eficiente da rede de distribuição.
O quadro se inverte de forma acentuada no saneamento de esgoto. Apenas 31,4% dos domicílios tinham coleta em 2022 — bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (65,5%), colocando o município no percentil 4, entre os piores do país. Consequentemente, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 67,6% dos domicílios, no percentil 99 nacional (mediana de 14,9%), embora tenha recuado de 84,5% em 2010. Essa lacuna estrutural em esgotamento sanitário é coerente com o crescimento das emissões de resíduos, que subiram de 7.677 tCO₂e (2022) para 8.881 tCO₂e em 2024 (+91,1% desde 2010), superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e), sinalizando que o manejo inadequado de dejetos e resíduos sólidos segue pressionando o balanço de emissões locais.
Em termos de clima, as emissões totais de GEE somaram 1.787.400 tCO₂e em 2024, com queda de 11,4% frente a 2023, mas ainda no percentil 94 nacional — reflexo de forte influência do uso da terra, historicamente dominante na série (picos acima de 5 milhões de tCO₂e em 2016). As emissões de energia cresceram expressivamente (+2.658,5% desde 2010), chegando a 11.042 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 38).
Quanto a eventos hídricos extremos, o município registrou 1 ocorrência de cheia e 2 de seca em 2016, ambas abaixo das médias estaduais (164 e 224, respectivamente), mas o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, inferior à mediana nacional (4,0), situando o município no percentil 50 e sugerindo necessidade de atenção preventiva. Em conjunto, os dados indicam que os investimentos em abastecimento de água não foram acompanhados por avanços equivalentes em esgotamento sanitário, o que compromete a saúde pública e amplia a pressão ambiental via resíduos, exigindo priorização de políticas de saneamento básico nos próximos ciclos de planejamento.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
35.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
56.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
31.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
67.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.787.400 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.881 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.042 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
