Peixe-BoiPA
8.651 habitantes · IBGE 1505601
Resumo socioambiental
Peixe-Boi/PA apresenta um quadro de saneamento básico crítico, mesmo com avanços pontuais. A cobertura de água atingiu apenas 23,4% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média do Pará (55,0%), posicionando o município no percentil 4 do país — entre os piores do Brasil nesse quesito. Por outro lado, a perda de água na distribuição caiu drasticamente, de 50,3% em 2021 para 27,4% em 2022, ficando agora abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,5%), o que sugere melhoria na gestão operacional do sistema, ainda que a baixa cobertura limite o alcance real desse ganho de eficiência.
Na coleta de resíduos sólidos, o município evoluiu de 49,8% (2010) para 63,1% de domicílios atendidos em 2022, mas segue abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (71,0%), no percentil 30. O destino inadequado de resíduos também recuou de forma expressiva, de 50,2% para 21,7% no mesmo período, ficando pouco acima da mediana nacional (14,9%) e abaixo da média estadual (23,2%). Essa melhora na destinação, contudo, não impediu o crescimento das emissões de resíduos no inventário de GEE, que subiram 70,3% entre 2010 e 2024, atingindo 4.225 tCO₂e — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta que merece monitoramento.
O balanço de emissões totais de GEE do município é o dado mais notável: em 2024, Peixe-Boi registrou -32.424 tCO₂e, um resultado líquido negativo (sumidouro de carbono), revertendo anos de emissões líquidas positivas e contrastando fortemente com a mediana nacional de 138.513 tCO₂e. Esse resultado é influenciado por oscilações do setor de uso da terra, típicas de municípios amazônicos, e não deve ser interpretado isoladamente sem considerar a volatilidade histórica da série (que variou de 82 mil a mais de 500 mil tCO₂e em anos anteriores). As emissões de energia, embora tenham crescido substancialmente desde 2010, permanecem em patamar baixo (2.133 tCO₂e em 2024), no percentil 7 nacional.
Em síntese, Peixe-Boi combina deficiências estruturais graves em abastecimento de água com sinais positivos em eficiência hídrica, coleta de resíduos e redução de destinação inadequada. A ausência de registros de cheia e seca em 2016 não permite avaliação de risco hidrológico recente, e a expansão da cobertura de água deve ser prioridade para gestores, dado seu atraso relativo frente ao restante do país.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
22.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
66.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
63.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-32.424 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.225 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
2.133 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
