PeixeTO
9.438 habitantes · IBGE 1716604
Resumo socioambiental
Peixe/TO apresenta quadro de saneamento básico frágil, com indicadores consistentemente abaixo da mediana nacional. A cobertura de água atingiu 63,2% em 2022, patamar ainda inferior à mediana brasileira (76,5%) e à média do Tocantins (86,6%), posicionando o município no percentil 34 — apesar da recuperação recente, a série histórica revela queda acentuada desde 2008 (89,2%), quando a cobertura era bem mais ampla. A perda de água, por sua vez, chegou a 31,3% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%), indicando ineficiência na distribuição que compromete a eficácia dos investimentos em captação e tratamento.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto estagnou em 23,4% desde 2019, muito distante da mediana nacional (87,8%) e também abaixo da média estadual (67,1%), colocando Peixe no percentil 13 do país. O tratamento de esgoto, embora tenha evoluído significativamente desde 2008 (+198,2%), alcançou apenas 17,9% em 2022, ainda inferior à mediana nacional (37,7%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), no limite da mediana nacional, mas insuficiente frente à demanda de coleta. Essa lacuna estrutural se reflete no indicador de destino inadequado de dejetos domiciliares, que atinge 36,4% dos domicílios em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional e estadual (14,9%), evidenciando risco sanitário e ambiental relevante para a população.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 1.716.147 tCO₂e em 2024, valor extremamente elevado frente à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 94 — reflexo provável do uso do solo e mudanças de cobertura vegetal, dado o histórico de picos em 2013 e 2015. As emissões de energia cresceram 147,2% desde 2010, acompanhando a expansão de atividades ligadas à geração hidráulica (249 MW instalados, percentil 91 nacional). Já as emissões de resíduos, embora tenham subido 44,4% desde 2010, situam-se abaixo da mediana nacional (5.170 vs. 6.191 tCO₂e), sugerindo que a gestão de resíduos sólidos não é o principal vetor de pressão climática do município.
Em síntese, Peixe enfrenta um desafio estrutural de saneamento — especialmente em esgotamento sanitário, onde a defasagem em relação ao país é mais severa — combinado com uma pegada de carbono desproporcional ao seu porte populacional. A recuperação da cobertura de água nos últimos anos é positiva, mas insuficiente diante das perdas físicas do sistema; prioridade deve ser dada à ampliação da coleta e tratamento de esgoto, dado seu impacto direto na saúde pública e no indicador crítico de destinação inadequada de dejetos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
60.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
16.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
23.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
28.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
61.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
36.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
249 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
249 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.716.147 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.170 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
23.951 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
